
O Fórum Econômico Mundial, que acontece em Davos, Suíça, está sob a sombra da crise econômica mundial. Na abertura do encontro, o líder Russo, Vladimir Putin, acusou os “excessos do capitalismo” como fonte da crise. Já o líder chinês Wen Jiabao, defendeu “uma rápida reforma das instituições financeiras internacionais e a constituição de uma nova ordem mundial”.
Dados divulgados nesta quinta-feira, 29, pelo Labor Office sobre o desemprego alemão em janeiro, revelam que a crise se aprofunda. O desemprego na Alemanha saltou de 7,7% em dezembro para 8,3% em janeiro. No ano passado, o emprego alemão havia chegado aos melhores números desde a reunificação, em 1990.
Para complicar ainda mais a vida dos capitalistas em Davos, trabalhadores europeus estão oferecendo forte resistência às políticas contra a crise.
Na manhã desta quinta-feira, 130 mil trabalhadores ferroviários entraram em greve, atingindo os principais centros do país (Nuremberg, Berlim, Colônia, Munique e Hamburgo). Mesmo com a pressão do desemprego, os trabalhadores reivindicam 10 por cento de reajuste salarial, melhores condições de trabalho e estabilidade no emprego.
Na França as greves são ainda mais abrangentes e politizadas. Oito sindicatos chamaram greve geral no país e centenas de milhares de trabalhadores estão parados desde esta quinta-feira.
Os sindicatos alegam que os trabalhadores não podem pagar a conta da crise.E criticam os altos gastos do governo para salvar bancos, montadoras de automóveis e outras empresas.
O presidente francês Nicolas Sarkozy, ofereceu 26 bilhões de euros em ajuda econômica aos empresários, ao mesmo tempo em que aponta para a demissão de servidores públicos e liberalização do mercado de trabalho, retirando direitos dos trabalhadores.
