Participantes de estudo americano, induzidos à tristeza, quiseram pagar cerca de 4 vezes mais por uma garrafa de água
Um estudo de quatro universidades americanas, concluiu que quando as pessoas estão tristes, tendem a gastar mais dinheiro. Os participantes da pesquisa, que assistiram a um vídeo que induzia à tristeza, ofereceram-se a pagar cerca de quatro vezes mais por uma garrafa de água que um grupo que assistiu um vídeo emocionalmente neutro.
O fenômeno, apelidado de ¨a miséria não é miserável¨, é bem conhecido por psicólogos e publicitários, e foi documentado num estudo similar em 2004. O novo estudo, elaborado pelas universidades de Harvard, Carnegie Mellon, Stanford e Pittsburgh, foi além, tentando responder se um momento de tristeza passageira é capaz de provocar tendências consumistas.
A pesquisa aponta uma disposição em pessoas tristes para gastar sem controle, principalmente quando a tristeza leva a um estado de egocentrismo. Esse aspecto foi indicado pela contagem da freqüência com que os participantes usaram referências a ¨eu¨, ¨meu¨, e ¨eu mesmo¨, numa redação sobre como uma situação triste, como a mostrada no vídeo, poderia afetar suas personalidades.
O vídeo em questão mostrava a morte do mentor de um menino. Outro grupo assistiu a um vídeo neutro, sobre a Grande Barreira de Coral, uma grande colônia de corais na costa australiana. Trinta e três participantes do estudo ,adultos jovens que aceitaram participar da pesquisa por US$ 10 ,tiveram a chance de gastar parte dos seus US$ 10 na comprar uma garrafa de água.
O ¨grupo triste¨ ofereceu em média US$ 2,11, enquanto o ¨grupo neutro¨quis pagar US$ 0,56, em média. Apesar da grande diferença, os participantes do ¨grupo triste¨ insistiram que o conteúdo emocional do vídeo não afetou suas disposições em gastar mais ,uma suposição incorreta, disse um dos co-autores do estudo.
¨Esse é um fenômeno que acontece sem que se tenha consciência¨, afirmou Jennifer Lerner, professora de Harvard que estuda emoção e tomadas de decisões. ¨Isso é realmente diferente da idéia de uma terapia do consumo, quando as pessoas se sentem tristes e tentam se animar comprando. As pessoas não têm idéia de onde isso está indo¨.
