Entidade pede revisão do modelo de concessões rodoviárias e defende alternativas com menor impacto econômico
A Associação Comercial Industrial e de serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV) divulgou nesta segunda-feira (9) um documento em que manifesta posição contrária ao modelo apresentado pelo Governo do Estado para o Projeto de Concessão do Bloco 1 de Rodovias do Rio Grande do Sul.
Debate sobre concessões rodoviárias mobiliza entidades e lideranças regionais
O posicionamento foi reforçado após um encontro realizado no último dia 5, na sede da ACI, que reuniu deputados estaduais, empresários, representantes de entidades de classe, universidades e lideranças regionais. Segundo a entidade, o objetivo foi promover um debate técnico e aberto sobre os efeitos do projeto nas regiões envolvidas.
De acordo com o presidente da ACI, Robinson Klein, o encontro apontou possíveis impactos econômicos, sociais e logísticos caso o modelo seja mantido como está. O manifesto é assinado também pelo presidente da Regional de Campo Bom, Eduardo Luiz Gottlieb, e pelo diretor Fauston Saraiva.
Entidade aponta impactos das concessões rodoviárias na economia regional
Durante a discussão sobre as concessões de rodovia, foram destacadas preocupações relacionadas ao aumento das tarifas de pedágio, à falta de informações detalhadas sobre os custos do projeto e à ausência de obras consideradas prioritárias. Também foi mencionado que trabalhadores, estudantes, empresas e a competitividade regional podem ser diretamente afetados.
No documento, a ACI destaca que o projeto precisa de mais clareza técnica, especialmente em relação à formação das tarifas, aos investimentos previstos e aos resultados esperados. Para a entidade, sem essas informações, fica difícil realizar uma análise adequada e ampliar o debate público.
Outro ponto levantado no debate sobre concessões de rodovia é o impacto financeiro considerado elevado, que pode aumentar os custos de deslocamento e de transporte de cargas, com reflexos negativos na economia das cidades atendidas pelo Bloco 1.
A associação também avalia que as obras previstas não atendem, neste momento, às principais necessidades das regiões, como melhorias na segurança das rodovias, maior fluidez no tráfego e estímulo ao desenvolvimento econômico local.
A ACI ainda defende que as diferenças entre as regiões precisam ser consideradas. Segundo a entidade, cada município possui características próprias e, por isso, o modelo de concessão deveria ser mais equilibrado e adequado à realidade local.
Entre os pedidos feitos pela associação estão a revisão do projeto e das tarifas, a divulgação completa das informações técnicas e financeiras, a ampliação do diálogo com a sociedade e a análise de alternativas que reduzam o impacto econômico para usuários e empresas.
Fauston Saraiva afirma que a entidade mantém o compromisso com o desenvolvimento regional e com propostas que garantam infraestrutura de qualidade sem prejudicar a mobilidade, a competitividade e o bem-estar da população. Ele destaca ainda que a ampliação da malha rodoviária deve ocorrer com responsabilidade, participação social e foco no interesse público.
Por fim, a ACI convida a população, entidades, empresas e órgãos públicos a participarem do debate sobre o tema que é concessões das rodovias, que deverá influenciar o sistema rodoviário do Rio Grande do Sul pelos próximos 30 anos.
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