
Conforme o Secretário Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, o governo está desenvolvendo o Programa de Prevenção da Violência. Entre as ações propostas pela iniciativa está o enfrentamento ao uso do crack com o auxílio das equipes de Saúde da Família nas dez localidades mais violentas e com o maior número de dependentes químicos do Estado.
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“Estamos inclusive remunerando melhor essas equipes para orientar e esclarecer as famílias onde são detectados sinais do crack e casos de violência doméstica. O crack representa um fator de aceleração e multiplicação do comportamento violento”, frisou.
Segundo Terra, o governo está disponibilizando mais de 500 leitos em 80 hospitais gerais do Estado para o tratamento de desintoxicação dos dependentes. “Até junho deveremos chegar a 600 leitos novos para atender a usuários do crack. Também estamos trabalhando com recursos priorizados pelo governo para pagar três mil vagas em comunidades terapêuticas, onde os pacientes ficam de seis meses a um ano. Além de triplicar os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) para álcool e drogas”, resumiu. Para enfrentar o problema, o secretário declarou que o governo vai investir em torno de R$ 15 milhões nos hospitais que atendem a dependentes do crack, R$ 30 milhões nas comunidades terapêuticas e R$ 6 milhões na ampliação do Caps.
Ainda de acordo com Terra, o uso do crack é o maior problema de saúde pública do Rio Grande do Sul, na medida em que 0,5% da população gaúcha é dependente da droga. “Dos 200 óbitos diários no Estado, seis estão relacionados com a pedra”, constata.
