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Por que a violência sexual contra crianças ocorre dentro das famílias?

EditorPor Editor30 de março de 20096 Mins Leitura
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violencia3003

Para falar sobre os decorrentes casos de violência sexual contra crianças, o que leva um adulto a cometer este crime e como as famílias devem proceder o novohamburgo.org entrevistou a psicanalista Marianne Ribeiro

Cristiane Cunda – cris@novohamburgo.org

Nos primeiros meses deste ano foram noticiados muitos casos lamentáveis de violência sexual contra crianças. Muitos cometidos dentro das próprias casas e por pessoas da família, como a menina de apenas nove anos grávida do padrasto, além do caso que chocou o mundo onde um homem austríaco manteve a filha prisioneira por 24 anos e teve sete filhos com ela. Para falar um pouco sobre casos deste tipo, o que leva um adulto a cometer violência contra crianças e como as famílias devem proceder frente a um caso destes, o novohamburgo.org entrevistou a psicanalista, analista membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA), professora da Feevale e psicóloga do Hospital Psiquiátrico São Pedro, Marianne Stolzmann Mendes Ribeiro.

novohamburgo.org – Já é conhecido que casos de violência sexual há muito tempo, ou desde sempre, existiram dentro das famílias. Na sua visão, como psicóloga, porque isso ocorre? Por que um familiar faria isso contra uma criança?

Marianne – Realmente casos de abuso sexual são mais comuns dentro da família, pois é ali que a criança, paradoxalmente, sente-se mais protegida e não espera ser agredida Em virtude disso, o adulto abusador encontra maior facilidade para que a criança se sinta mais a vontade com ele e toma partido disso para manipulá-la e ganhar a sua confiança. Dependendo da idade, a criança não sabe que aquilo ao qual ela está sendo vítima é um abuso sexual, que é algo interditado e proibido. É importante salientar, que não é um familiar qualquer que abusa de uma criança, e sim uma pessoa com um problema sério na constituição de sua sexualidade e identidade que faz com que se interesse sexualmente por crianças e adolescentes.

novohamburgo.org – O que representa socialmente este grande número de casos que acabaram sendo noticiados. Estão ocorrendo mais casos ou as pessoas estão denunciando mais?

marianne3003

Marianne – Como foi mencionado na questão anterior, sempre existiram casos de incesto e violência sexual contra crianças. No entanto, hoje em dia, esses casos vem sendo mais denunciados devido, acredito eu, a um maior esclarecimento quanto aos direitos das crianças e aos danos subjetivos que qualquer tipo de violência poderá acarretar para esse ser em construção. Uma outra questão extremamente importante é a culpabilização da própria vítima que, muitas vezes, se vê como responsável por aquilo que lhe aconteceu. Além disso, podemos pensar que vivemos nos dias de hoje uma excessiva fragilidade da Lei, pois liberdade e igualdade, princípios fundadores da modernidade, não podem ser traduzidos como ausência de interdição.

novohamburgo.org – Uma pessoa que abusa sexualmente de uma criança ou adolescente pode ser considerada normal? Ela faz isso com consciência plena?

Marianne – A questão da normalidade é complexa e cheia de ciladas. É difícil estabelecer um padrão de normalidade sem levar em consideração diferentes aspectos de uma determinada cultura, país, região ou até mesmo o nível sócio-econômico e cultural de uma pessoa. Porém, pensando na nossa sociedade em particular, como ela se estabeleceu, em torno de algumas importantes interdições, e o incesto e abuso sexual são algumas delas, um adulto que abusa de uma criança tem sim um problema psíquico que tem que ser tratado e vigiado para que não torne a acontecer. O abusador, em geral, tem consciência do que está fazendo, visto que inclusive, manipula, dissimula e esconde os seus atos para não ser pego. Porém, não devemos nos esquecer que moralidade e legalidade são parâmetros que ajudam a construir uma idéia de normalidade, mas não a definem.

novohamburgo.org – Por que um adulto se sentiria sexualmente atraído por uma criança?

Marianne – Isso tem a ver como se deu a própria constituição da sexualidade desse adulto, a qual muitas vezes também é marcada por sofrimentos e violência. Na constituição da sexualidade de cada um, desejo e fantasia são componentes imprescindíveis e organizadores, desde que atravessados pela interdição da Lei simbólica que os orienta e legitima.

novohamburgo.org – Existe como traçar um perfil de uma pessoa que tende a praticar pedofilia? É possível reconhecer, através de algumas características, alguém com este perfil?

Marianne – É muito difícil traçar esse perfil, pois em geral são sujeitos que tem a confiança da criança e da família. O perigo é exatamente esse! O melhor é estar atento para as mudanças de comportamento e humor da criança, e ter um olhar cuidadoso e próximo de sua rotina e atividades diárias. Ou seja, estar próximo dela e de suas necessidades de acordo com os diferentes momentos de sua constituição subjetiva

novohamburgo.org – No caso de um abuso como ocorreu com a garotinha de nove anos que acabou grávida de gêmeos, que providências se pode tomar em relação a esta criança para que ela fique bem? Com tudo que ocorreu, ela pode ter uma vida normal?

Marianne – Em primeiro lugar, acho imprescindível que se tente restituir um pouco dos espaços de sua infância, protegendo-a da curiosidade e exposição a qual ela provavelmente ficou sob risco. Também seria muito importante um acompanhamento psicoterapêutico para ela e para a sua família, pois a possibilidade de ter uma vida dita normal passa pela forma como ela e sua família vão conseguir ressignificar essa experiência traumática em suas vidas.

novohamburgo.org – É bem mais comum casos de violência contra crianças praticados por homens. Mesmo existindo, é bem menor o número de mulheres pedófilas. Por que isso ocorre? Qual a diferença deste “distúrbio” entre homens e mulheres?

Marianne – Realmente a literatura e a experiência clínica apontam que o abuso cometido por um adulto mulher é muito menos comum do que aquele cometido por um homem. Penso que isso se deve a certos elementos constitutivos da masculidade, como a virilidade; tem também um elemento cultural importante, pois aos homens sempre foi mais tolerado qualquer tipo de transgressão no campo sexual. Tomar o outro como objeto, objetalizá-lo, é próprio de uma posição dita masculina.

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