Marialdo Schirmer, (PDT) será o novo presidente da Companhia Municipal de Urbanismo (Comur). Indicado para uma das seis vagas do PDT no primeiro escalão do governo Tarcísio, Marialdo entende que a contabilidade pública não deve estar voltada simplesmente para o lucro, mas para o interesse da sociedade. Bancário aposentado do Banco do Brasil, Marialdo tem 60 anos, é formado em Relações Públicas pela Feevale e foi assessor de gabinete nos primeiros dois anos do segundo governo de Aírton dos Santos.
A posse de Marialdo não acontece no mesmo ritmo dos outros cargos da administração direta. Primeiro Tarcísio deverá indicar os novos conselheiros. Somente depois da posse estes conselheiros farão uma assembléia para a indicação do presidente da companhia. Marialdo acredita que este processo não deve ser demorado e espera estar no cargo já nos primeiros dias de janeiro.
Schirmer explica que a Comur administra quatro empresas: a pedreira (localizada no Bairro Roselândia), a Central de Reciclagem (junto ao aterro sanitário da Roselândia), a Faixa Nobre e a Rodoviária Normélio Stabel. Ao todo são cerca de 100 funcionários ligados a Comur. “Estamos buscando informações junto aos atuais administradores para sabermos da situação destas empresas e a partir daí tomarmos nossas decisões, mas é certo que ocorrerão mudanças”, afirma.
Segundo ele, um balanço prévio recebido indica que a Faixa Nobre e a Rodoviária estão dando prejuízo, calculado em R$300 mil acumulados. Pedreira e Reciclagem estariam com pequena margem de lucro.
Para ele, esta reestruturação deve passar pelo diálogo com funcionários, fornecedores e clientes. “Esta deve ser uma característica do governo Tarcísio: o diálogo e a transparência”, afirma. Mas adianta que na rodoviária deve haver enxugamento no quadro funcional. “Precisamos adequar receita com despesa primeiro, para depois criarmos mecanismos de controle e ampliação da receita”, informa. “Vamos conversar com as empresas de ônibus da cidade para que todas as linhas urbanas tenham passagem pela rodoviária”, diz.
Sobre a Faixa Nobre, acredita que é necessária reformulação, com a instalação de parquímetros e a informatização do sistema. Para ele a Faixa Nobre traz no objetivo com que foi implantada, ou seja, dar rotatividade nas vagas de estacionamento, mas falta de estrutura não permite um resultado melhor. Para ele, é fundamental a cobrança das notificações, que hoje acabam caducando porque a empresa não consegue realizar a cobrança. Calcula que a Faixa Nobre tem potencial para arrecadar até R$120 mil por mês, mas hoje recolhe entre R$45 e R$50 mil em virtude destas deficiências.
Mesmo com a Central de Reciclagem e a Pedreira com pequenas margens de lucro, Marialdo pensa que é possível aumentar a rentabilidade. “Queremos lucro para reinvestir no sistema”, justifica. A Central de Reciclagem é administrada pela Secretaria de Meio Ambiente, com suporte técnico da Comur.
