Por Daniela Cristina Machado para o novohamburgo.org
O movimento estudantil brasileiro acordou neste ano. A invasão da reitoria da Universidade de Brasília (UnB), no dia 15 de abril, resultou na renúncia do então reitor Timothy Mullholand, suspeito de usar indevidamente os recursos públicos da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) para equipar o apartamento funcional em que morava.
Mas ainda é muito pouco. Segundo o jornal Folha de São Paulo as pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e pelo Instituto Pólis com 8.000 jovens de 15 a 24 anos, demonstrou que apenas 3% dos estudantes participam de associações estudantis.
Para que o movimento estudantil continue sendo um local representativo para os jovens estudantes se faz necessário um maior engajamento de todos. Os ideais precisam sair do mundinho isolado de cada um e se expandir, unindo-se a tantos outros por uma causa maior. Espaços como o D.A, DCE e Grêmios Estudantis devem ser melhor aproveitados.
Por comodidade, falta de tempo ou medo, os jovens ficam acuados e acabam tornando-se pessoas passivas e sem opinião sobre os acontecimentos do cenário político nacional. Está mais do que na hora do movimento estudantil tomar novos rumos. Caso contrário, tudo vai continuar acabando em pizza.

Movimento dos alunos da Universidade de Brasília contra o reitor Timothy Mullholand
