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Pegadas Urbanas – parte 1

EditorPor Editor5 de abril de 20075 Mins Leitura
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O flâneur

Em uma nota sem data, sob o efeito do haxixe, Walter Benjamin encerra a preocupação que norteou seus estudos: “Atuar é um meio para sonhar… meditar é um meio para estar desperto”. Este sempre foi o inadiável trabalho do investigador ciente de seu combate: buscar incessantemente os meios para a análise crítica. Seu projeto maior foi tentar levar o “despertar” a um mundo onde “há mais sonhos na vigília que no sono natural”. Por esta razão, fez uso de um personagem urbano que se tornou famoso: o flâneur.

Mas num mundo onde a vivência toma o lugar da experiência, ele é um personagem em extinção. Se para a maioria das pessoas o ritmo da caminhada é o do automatismo – elas “são determinadas em seus comportamentos pelos instintos de massa” – para o flâneur o passo é vagaroso e despreocupado.

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Como em “O Homem da multidão”, de Edgar Allan Poe, ele anda sem destino. Seu olhar percorre as ruas vendo-as como páginas escritas com a qual a cidade quer ser definida. Ela é seu abrigo e a multidão seu entorpecente. Assim, ele ainda consegue distanciar-se do automatismo urbano e perceber a vida e o mundo em transformação.

Como sismógrafo da história social moderna, o flâneur serve para medir os deslocamentos da vivência urbana. Com seu ritmo próprio e seu olhar entre a vigília e a recordação, transforma-se no viajante moderno, a descobrir e relatar, na medida em que se move, uma cidade que não se imaginava existir.

A lentidão de seu passo – ele deixa que as tartarugas lhe prescrevam o ritmo da caminhada – é um cuidado para não cair nas teias do automatismo da vida urbana que sufoca o ser. Fugindo dele, “transforma sua ociosidade em valor”. Na vivência do choque, tanto a do esbarramento físico quanto a da selva de sinais espalhados por toda parte, os olhos de todos transformam-se em mecanismos de segurança. O flâneur sabe que é mais fácil e freqüente esbarrar fisicamente com um passante do que conhecê-lo humanamente.

Ele está inserido na sociedade, vivendo esta atmosfera, e só o andar lento possibilita-lhe o distanciamento necessário à reflexão. Somente assim os olhos servirão para ver e não só olhar. Tal como o apache que lê num galho quebrado as coisas e as ações que são invisíveis à percepção civilizada, ele consegue farejar os rastros da mudança a partir de pequenos indícios. Como um detetive, consegue ler os traços do crime nas fisionomias da multidão.

Como antropólogo da memória, o flâneur procura tornar familiar o que é estrangeiro e estranho o que é familiar. “Somente por um processo de desfamiliarização com o que nos é habitual poderemos chegar à sua travessia lógica e experimental”. Aí reside seu caráter messiânico: a dupla via do estranhamento e familiarização.

A redenção da humanidade degradada encontra em sua atitude uma saída, pois com seu olhar de estranhamento em relação à passividade íntima e à agressividade social ele se tornou um poderoso instrumento para o “despertar”. E no momento de parada, tão raro num mundo onde impera a vivência ininterrupta, é que reside seu caráter libertador: o despertar para uma consciência crítica pelo olhar de estranhamento.

Mas, como bom anfitrião que é, o flâneur mostra a cidade numa radiografia peculiar. Ela é sua residência, e como tal, está adornada por dezenas de souvenirs do mundo inteiro: moda, estilo, designer, nada escapa aos seus olhos de lince. Como trapeiro que vive do lixo que a cidade rejeitou, desdenhou, quebrou ou jogou fora, ele recolhe, cataloga e coleciona imundícies.

Assim, como o avaro a cata de um tesouro, ele dá aos objetos desprezados novas utilidades. Ele se aproxima do colecionador que se interessa por peças descontextualizadas, juntando-as segundo uma nova ordem que só a ele vale. Cada peça transfigurada torna-se uma enciclopédia que facilita rememorar sua própria história, segundo sua própria lei.

E, enxergando a cidade com uma visão apurada, vendo os vários sinais da mudança, encaixando as peças que recolhe num complicado quebra-cabeça, o flâneur percebe que o ímpeto da transformação não pode ser cerceado pela nostalgia fixa e imobilizante. A atitude correta é não só aspirar a mudança e estar apto a ela, mas persegui-la incessantemente e procurá-la ativamente, tal o único meio para sobreviver.

Na destruição das antigas construções reside uma atitude tipicamente moderna: derrubar as pontes com o passado, para que não haja possibilidades de retorno. Ele entende que o retorno ao passado, demasiadamente simples e pouco crítico, expressa uma nostalgia ou até uma mistificação.

Assim, enquanto a maioria está mais preocupada em progredir materialmente – poucos são os que conseguem ter o distanciamento necessário para perceber o processo em curso, pois a fixação na segurança e na posse impede-os de se aperceberem das novas regras em jogo – o flâneur consegue ver uma cidade em franca transformação.

Narra-a como se fosse um palco onde contracenam os diversos personagens urbanos: a rua é para ele sua morada excelsa; as fachadas das construções são obras de arte que contempla; os muros são escrivaninhas na qual se debruça para escrever; sua biblioteca é a banca de jornal; os berros dos pequenos jornaleiros são manufaturas urbanas.

Seu objetivo é construir a cidade na narração que se monta a cada passo de suas andanças, entre o que vê e o que recorda. Ele é um fisionomista nato da rua: seu potencial de conhecimento é posto agora a serviço da pesquisa sociológica. Parafraseando Sérgio Paulo Rouanet, “o flâneur prepara-se para a viagem”…

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