Em São Paulo, primeira fase de testes aguarda liberação da Anvisa e da Conep para começar, com 50 voluntários entre 18 e 50 anos.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Há 51 testes clínicos de vacina contra a dengue registrados até este mês no site Clinicaltrials.gov, do Instituto Nacional de Saúde – NIH, nos Estados Unidos, segundo o diretor-médico de Ensaios Clínicos do Instituto Butantan, Alexander Precioso.
O especialista afirma que a vacina contra a doença é uma necessidade mundial, e não apenas do Brasil. “Os países que mais precisam hoje dessa dose são os menos desenvolvidos, como as Américas do Sul e Central, África e Ásia”, explica. “O grande desafio é criar uma única vacina capaz de imunizar contra os quatro vírus que causam a doença e ter uma proteção longa, com maior intervalo de reforço, senão as pessoas vão se expor ainda mais.”
É que, passado o período de imunidade, o paciente pode pegar um tipo mais severo de dengue se tiver contato com o mosquito Aedes aegypti contaminado. O problema acontece quando a vacina contém vírus atenuado – como é o caso da que será testada pelo Butantan –, o que faz com que o organismo crie anticorpos como se já tivesse pegado a doença. Aí, uma “reinfecção” pode ser mais grave e ter várias complicações.
EM SÃO PAULO – O diretor-médico do Butantan afirmou que a primeira fase de testes da vacina em São Paulo, com 50 voluntários entre 18 e 50 anos, pode começar ainda este ano, assim que houver liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – Conep. O recrutamento das pessoas, que já tiveram dengue ou não, será realizado depois desse aval.
Informações de portal G1
FOTO: reprodução / EPTV
