Segundo Everton Douglas, o réu, com quem jogava bola todo fim de semana, “não pode ser considerado ser humano”.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Everton Douglas, 17 anos, irmão mais novo de Eloá Pimentel, depôs como testemunha nesta terça-feira, dia 14, no julgamento de Lindemberg Alves, 25, em Santo André, São Paulo.
Leia Mais
“Minha vida nunca mais foi a mesma”, declarou, acrescentando que teve que fazer terapia e tomar remédios por cerca de um ano e meio após a morte da irmã. Everton afirmou que “infelizmente” era muito amigo de Lindemberg.
Segundo seu irmão mais velho, Ronickson Pimentel, que também prestou depoimento hoje, foi Everton quem apresentou o réu a Eloá e que, por isso, ele se sentia culpado pela morte da irmã. O caçula confirmou a informação e disse que jogava bola todo o fim de semana com o réu, que morava no mesmo conjunto habitacional da família de Eloá.
“Nós jogávamos futebol e era sempre ele quem causava as brigas, mas eu relevava”, relembrou, citando o comportamento explosivo de Lindemberg e seu gênio forte.
“No começo eu sentia muita raiva [de Lindemberg], muita mágoa”, contou. “Agora só sinto pena. É um ser insignificante para mim. Ele não pode ser considerado ser humano.”
Ronickson se emocionou durante o depoimento. O irmão mais velho chegou a afirmar que Lindemberg é “um mostro”, mas sua família o tratava “como um filho”. Após o depoimento de Everton, a sessão foi interrompida para o almoço. A previsão é que o julgamento dure até quarta, 15, ou quinta-feira, 16.
Informações de portal UOL
FOTO: Diogo Moreira / Futura Press / AE
