Vereadores rejeitam reduzir o salário dos colegas que entrarão em 2009 e também a folha de pagamento do próximo prefeito, vice e dos secretários
Foram reprovados por oito votos a cinco, em primeira votação, os projetos de lei 06, 07 e 08 que determinava a redução salarial dos salários de prefeito, vice, secretários e vereadores, para o exercício 2009/2012. Votaram favoráveis a redução salarial os vereadores Ralfe Cardoso, Anita Lucas de Oliveira, Gilberto Koch, Jorge Luz e Cleonir Bassani.
Em votação do primeiro turno foi rejeitado a redução do salário atual do próximo prefeito de Novo Hamburgo em pouco mais de R$ 17 mil, do vice-prefeito e secretário em pouco mais de R$ 6 mil e de vereadores R$ 5.782,38. Votaram pela manutenção dos salários atuais os vereadores: Gerson Peteffi, Ito Luciano, Jesus Maciel Martins, Maria Lorena Mayer, Teo Reichert, Volnei Campagnoni, Soli Silva e Renan Schaurich.
O vereador Ralfe Cardoso defendeu seus projetos justificando que reduzir o salário do prefeito para R$ 11.100,00, do vice e dos secretários em R$ 4.440,00 representa um salário digno para os servidores públicos. Argumentou que a legislação determina que no último ano de cada mandato seja estabelecido os vencimentos dos legisladores seguintes, do prefeito, do vice e dos secretários. “Saliento isso para que não fique parecendo que os projetos são demagógicos”, argumentou da tribuna.
O vereador Jesus Maciel Martins pediu justificativa de voto para dizer que seu voto manifestava sua posição de não participar de uma farsa. “Se o autor dos projeto tivesse que votar por último e seu voto pudesse reduzir o salário ele também optaria pelo não, só se posicionou da maneira como fez por ter certeza de que os projetos não seriam aprovados”, alfinetou.
Ralfe Cardoso pediu direito de resposta e também cutucou o colega dizendo que era uma inverdade o que o parlamentar estava dizendo e que mostrava que ele não o conhecia bem. Frisou que não adiantava o vereador tentar por subterfúgios tentar fugir da responsabilidade e quem havia votado pela manutenção dos altos salários tinha sido ele. “Vamos ver no futuro quem é o farsante?”, encerrou Ralfe.
