Testemunhas de defesa do casal Nardoni devem dizer que o Edifício London não tem segurança vulnerável
Nesta quarta-feira, dia 2 de julho, começam os depoimentos das testemunhas de defesa do casal Nardoni, para o juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de São Paulo. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são acusados de matar a menina Isabella, filha de Alexandre, em 29 de março deste ano. Parentes, amigos e prestadores de serviços para o condomínio darão seus depoimentos em favor dos acusados.
Foram convocadas pela defesa 32 testemunhas – 16 por acusado. Cada crime imputado ao casal (fraude processual e homicídio doloso), dá direito à intimação de oito testemunhas. Como o número de pessoas a serem ouvidas é grande, o objetivo, segundo explicou o advogado Ricardo Martins, é tentar ouvir o máximo possível na quarta e na quinta-feira.
O médico-legista George Sanguinetti e a perita criminal aposentada Delma Gama, contratados pela família Nardoni para elaborar pareceres sobre os laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML), serão testemunhas de defesa do casal, mas não comparecerão ao Fórum de Santana. O depoimento deles será colhido nas cidades onde moram por meio de carta precatória.
Pessoas que prestaram serviços ao casal no Edifício London, na Zona Norte, onde a criança foi assassinada, devem falar ao juiz sobre a vulnerabilidade da segurança do prédio. Alguns deles foram ouvidos na fase do inquérito policial.
De acordo com o defensor Ricardo Martins, o edifício mudou procedimentos após a morte de Isabella. “Hoje tem câmeras, que monitoram e gravam, e sensores funcionais. Alterou o procedimento porque havia falhas. Se houve falhas, existe sim a possibilidade de outras pessoas terem entrado lá dentro”, disse ele, acrescentando que no dia do crime outras pessoas tiveram acesso ao prédio.
