Candidato à Presidência da República deu entrevista à TV Brasil e afirma que o país está entre os piores na listagem mundial em termos de impostos.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
A carga tributária no Brasil prejudica os mais pobres, que acabam pagando mais por causa de impostos embutidos nas mercadorias.
A afirmação foi feita pelo candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, em entrevista que foi ao ar na noite de quinta-feira, dia 22, no Programa 3 a 1, da TV Brasil. Segundo Serra, isso coloca o Brasil entre os piores no ranking mundial em termos de impostos.
“Pobre no país paga o dobro em impostos em relação ao rico. Isso proporcionalmente. Por exemplo, a manteiga e uma série de produtos da alimentação têm impostos embutidos”, disse Serra, na entrevista.
Serra afirmou que é possível solucionar a desigualdade no pagamento de impostos embutidos por meio de uma legislação que não dependa de emendas à Constituição. Uma das alternativas que o candidato examina é a criação da “nota fiscal brasileira”, por meio da qual o consumidor terá de volta 30% do equivalente aos impostos pagos em uma determinada compra.
“Vou criar a nota fiscal brasileira. O consumidor vai comprar no varejo e terá de volta 30% do imposto que o varejista pagou”, explicou o candidato, informando que o retorno pode ser por intermédio de crédito tributário ou em dinheiro. “Eu fiz isso em São Paulo [adoção da nota fiscal paulista], e diminuiu a sonegação.”
EXPORTAÇÕES – Para Serra, a questão tributária no Brasil é urgente, mas o futuro governo deve “se antecipar” aos problemas e tentar solucionar os já existentes. Quanto à atual política econômica, o candidato tucano critica a falta de incentivos às exportações. De acordo com ele, o sistema vigente favorece as importações e acaba por prejudicar o que é produzido no país.
“Acho que a gente tem o dever de antecipar os problemas. Para continuar crescendo no futuro, é preciso ter mais investimentos. No Brasil está se importando demais e exportando de menos. Tem gente dentro do governo, em nível de ministério, que pensa como nós. Não é uma coisa isolada”, afirmou Serra.
Em seguida, o candidato acrescentou que: “É preciso fazer uma equipe homogênea. Hoje há diferenças [nas posições assumidas pelos responsáveis] entre o Banco Central e [os ministérios do] Planejamento e Fazenda. É preciso ter um time harmônico.”
Informações de Agência Brasil
FOTO: Ana Paula Oliveira / Agência Brasil

