Foco da atividade foi profissionais que lidam com a violência
O gabinete da primeira dama do município promoveu nesta quinta-feira, 30, mais um encontro de capacitação da Rede Pró-Mulher, liderada pela Coordenadoria Municipal da Mulher. O evento foi realizado no Auditório do Centro Administrativo Leopoldo Petry e teve a participação de mais de 40 pessoas. O tema deste encontro foi O Stress Cronificado dos Profissionais que Lidam Com a Violência, que teve como palestrante a psicóloga Karine Kapiotti, especializada em gestão de desenvolvimento humano.
A Rede Pró-Mulher trabalha na capacitação de pessoas para atuarem na ajuda e identificação de vítimas da violência doméstica, preparando-as com ferramentas para intercederem na ajuda às vítimas. A rede de atendimento às vítimas de violência é composta pela rede primária, formada por pessoas do vínculo social da pessoa agredida, e pela rede secundária, constituída por profissionais especializados, como psicólogos, assistentes sociais e médicos. Entre as entidades que integram a rede, está o Corpo de Bombeiros, Brigada Militar, Conselho Tutelar, Polícia Civil, escolas, Centros de Referências em Assistência Social (Cras), hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBS), Programa Sentinela, organizações não-governamentais, Defensoria Pública, entre outros.
A psicóloga Karine abordou o problema que, segundo ela, é um dos grandes males do século. “Este é um mal invisível e muito presente nos tempos em que vivemos. É uma doença do trabalho que se não for tratada, pode desenvolver outras patologias mais graves”, revelou. “Os profissionais que lidam com a violência tem que estar muito atentos para os sintomas desta doença, pois o nosso trabalho se mistura com a nossa identidade. Se a auto-estima profissional é baixa, a nossa realização pessoal também está”, comentou Karine.
Durante o encontro a psicóloga realizou várias dinâmicas com o grupo, a fim de fazer um esboço dos diferentes níveis de estresse de cada um dos participantes. A pedagoga Maira Fleck, Coordenadora do Sentinela – Serviço de Enfrentamento à Violência em Campo Bom – participou do evento e destacou a sua importância. “A palestra foi muito boa. É importante conhecer os sintomas desta doença, pois isso reflete na qualidade do trabalho que oferecemos”, disse ela. “Essa é a primeira vez que participamos de uma palestra voltada à vulnerabilidade da saúde de profissionais como nós, que lidamos diariamente com casos de violência. Diariamente trabalhamos com isso e somos submetidos a diferentes estados emocionais”, contou a pedagoga que participou de vários encontros promovidos pela Rede.
