Para Tarcísio Zimmermann este seria o montante de recursos públicos que Jair Foscarini teria utilizado para promover shows nos bairros, com cunho político, inclusive já suspensos pela Justiça
O deputado federal Tarcísio Zimmermann (PT/RS) diz que tem informações de que o Partido dos Trabalhadores de Novo Hamburgo entrará nos próximos dias com uma ação contra o prefeito Jair Foscarini (PMDB) por improbidade administrativa e por realizar propaganda eleitoral muito acima do tolerável em período que antecede as eleições municipais. “Não somos contra a realização da propaganda, o que questionamos é o momento e as circunstâncias em que elas estão sendo realizadas”, argumenta.
Zimmermann atendeu a reportagem do novohamburgo.org por telefone e adiantou que será pedido a devolução de recursos aos cofres públicos de Novo Hamburgo, de um montante em torno de R$ 200 mil, atribuído a shows como em Lomba Grande e Santo Afonso, e outros que serão ainda nomeados. “Tem-se a informação que somente com a agência de publicidade a administração pública gastava, com cada um desses shows, em torno de R$ 35 mil”, o que consideramos um investimento exagerado em publicidades, quando existe a alegação do prefeito de que não há recursos públicos, por exemplo, para a instalação do raio-x no pronto atendimento do Centro.
BID
Com relação a busca de um empréstimo de R$ 21 milhões, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, com mesma contrapartida da administração municipal – o que totalizaria um montante de investimentos de R$ 42 milhões – o equivalente a US$ 24 milhões de dólares, o deputado acredita que isto é assunto para o próximo prefeito, considerando que os passos que ainda faltam ser percorridos pelo poder Público demandarão de um prazo considerável que não deverá ser mais cumprido, ao longo de 2008.
Zimmermann entende que por ser um recurso internacional com longo prazo para pagamento e de juros acessíveis é bem vindo para o investimento em infra-estrutura no município. “Foi uma janela que o governo Federal abriu aos municípios e que alguns prefeitos já conseguiram vencer as etapas burocráticas e com os recursos em mãos partiram para a realização de obras, como foi o caso de Pelotas”, argumenta. “Penso ser um endividamento suportável pelos cofres públicos de Novo Hamburgo”, emenda.
O parlamentar, porém, lamenta que a administração municipal não tenha aberto espaços para que a comunidade discutisse a aplicação deste importante volume de recursos que deverão ser canalizados para infra-estrutura. “Penso que a comunidade poderia opinar, por exemplo, entre a construção de mais um posto de saúde 24h e a construção de novas moradias dignas em Canudos, em vez de, um prédio para a Brigada Militar”, observa. Além disso, faltou debater com a comunidade se na área do antigo aeroclube realmente é o melhor local para a construção de um distrito industrial do porte que Novo Hamburgo está buscando.
