
Yeda recebeu a documentação dos projetos nesta terça-feira e afirmou que com a implantação da Usina Termoelétrica a Gás Natural e do Terminal de Gás Natural Liquefeito o Estado servirá como modelo para o Brasil
A governadora Yeda Crusiu recebeu na manhã desta quinta-feira, 05, dois projetos para viabilizar a participação do Estado no leilão de energia nova previsto para 2009. Os documentos recebidos são para a implantação da Usina Termoelétrica a Gás Natural (UTE) e o Terminal de Gás Natural Liquefeito (Tergás), ambos em Rio Grande, em um investimento total de US$ 1,250 bilhão, sendo que US$ 800 milhões na termelétrica e US$ 450 milhões no Tergás.
Com a conclusão do projeto de engenharia básica dos dois empreendimentos, o grupo Gás Energy solicitará licença prévia à Fepam para, em seguida, obter a licença na Agência Nacional de Petróleo. As licenças, juntamente com o contrato de suprimento de GNL, permitem a qualificação do projeto para o leilão A-5, que deve ocorrer ainda este ano. A Gás Energy participará da operação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para entrega entre os anos de 2012 e 2013. O Rio Grande do Sul também será o primeiro Estado do Brasil a se credenciar para receber o gás vindo da camada pré-sal (GNL), de comercialização prevista para os anos de 2014 e 2015.
A obra tem baixo impacto ambiental e vai gerar 1,2 mil empregos diretos, além de outros 4 mil indiretos durante as obras. À época da assinatura do protocolo de intenções entre o Estado e o grupo Gás Energy, em dezembro, a governadora comemorou a geração de novos postos de trabalho. “Este não é um projeto de Rio Grande. É um projeto do Rio Grande do Sul, onde se constroi uma nova matriz energética, com a confiança conquistada e os esforços feitos aqui”, afirmou Yeda.
Os projetos entrarão em operação entre 2012 e 2013 e vão viabilizar a construção de um gasoduto entre o Terminal e Porto Alegre, ou Pelotas, Bagé e outras regiões. O volume de gás será três vezes superior ao vindo para o Rio Grande do Sul pelo gasoduto Bolívia/Brasil. A capacidade inicial de estocagem do Tergás será de dois tanques de 125 mil metros cúbicos de GNL cada um, e a capacidade de regaseificação inicial, de 6 milhões de metros cúbicos por dia, podendo chegar, em uma segunda fase, a 10 milhões de metros cúbicos diários.
Já no UTE Rio Grande, a capacidade será de 1.250 MW em ciclo combinado, com consumo de gás estimado em 5,2 milhões de metros cúbicos por dia e ciclo de água combinado com a vaporização do GNL. Conforme o sócio-diretor do grupo, Marco Tavares, o projeto é de longo prazo. “Acreditamos que ele servirá de modelo no Brasil, pelo seu aspecto inovador, e que outros estados buscarão inspirar-se no exemplo que o Rio Grande do Sul está desenvolvendo”, destaca.
Fonte: Governo do Estado
