Procurador do proprietário do terreno, José Telles reclama que a administração municipal não teria feito a indenização pela venda do terreno de 360 metros quadrados
Começou na manhã de terça-feira, dia 30, a abertura de trecho da rua Jamaica, em Canudos, entre as ruas América, na altura do número 825 e a rua Bom Princípio, com uma área de 360 metros quadrados– bem próximo a garagem da viação Hamburguesa, em nome do leopoldense Fernando Luiz Becker. Cumprindo um mandado judicial em favor da Prefeitura Municipal, um oficial de justiça chegou nas primeiras horas do dia, com caçamba e escavadeiras e providenciou a desocupação de duas construções que estavam obstruindo o caminho.
Fernando Luiz Becker não esteve no local, porém mandou o seu procurador, o comerciante hamburguense José Telles, proprietário de um bar, na rua Bartolomeu de Gusmão, em frente a garagem da Viação Hamburguesa. Telles disse que ficou surpreso quando foi avisado de que haveria a retirada dos objetos de dentro das casas da rua Jamaica. “Apesar da prefeitura já ter notificado o Fernando Becker, por carta, e pelo decreto 3.492/2008 do último 12 de setembro, ele me garantiu que ainda não teria sido indenizado pela venda do imóvel para transformá-lo em rua, e que a administração municipal estaria lhe oferecendo a insignificância de R$ 36 mil, o qual carece de reavaliação e garante que o oficial de justiça não apresentou nenhum mandado judicial para ele”, argumenta.
Uma das casas funcionava de maneira informal, uma recicladora de materiais recicláveis. Na condução da atividade estavam os jovens: Jardel Cleber Mendes, 29 e Elézio Adelar dos Santos, 28. Eles contam que um oficial de justiça não apresentou mandado dizendo que só faria para o proprietário. Jardel Mendes conta que o material reciclável foi transportado numa caçamba até um terreno, numa área pública nas proximidades do Canil Municipal. “Determinaram que a gente faça a remoção das casas”, adiantou Mendes.
A segunda casa era ocupada até a manhã de hoje pela aposentada Eroni Ferreira, 60anos. Ela foi a primeira a ser retirada do local por volta das 10h. “Coloquei as minhas coisas numa caçamba,mais os pertences de um casal e de amigos e de uma criança que moravam comigo e levamos para uma casa alugada, na rua Curitibanos”, contou por volta do meio-dia de hoje, enquanto retirava os últimos objetos da casa. A aposentada conta que morava no local desde 7 de setembro de 2007 e que tinha um contrato de locação. Ela não soube informar o nome do locador.
Vizinha –
A moradora desde 1981, do trecho aberto da rua Jamaica, a aposentada Ezani Gomes de Oliveira acredita que a abertura da rua com certeza vai garantir a melhoria da segurança do local. “O beco que se formou no local para ligar as ruas Bom Princípio e América é palco de freqüentes assaltos a moradores da região que utilizavam o local para chegar em casa”, conta. “Ultimamente até de dia estavam ocorrendo assaltos no beco da rua Jamaica sem que ninguém pudesse fazer nada”, rebate a moradora.
Recicladores Jardel e Elézio foram transferidos para a Vila Kroef
Dona Eroni locou uma casa na rua Curitibanos
