Sessões extraordinárias terça e quarta-feira medem pela primeira vez poder de articulação do Governo Tarcísio. Projetos alteram estrutura administrativa da Prefeitura.
O ano recém começa e o prefeito Tarcísio Zimmermann (PT) tem sua primeira prova na Câmara Municipal de Novo Hamburgo. Os vereadores começam a analisar em sessão extraordinária nesta terça-feira, dia 06, projetos de lei propostos pelo novo governo que alteram a estrutura administrativa da Prefeitura. A intenção do prefeito eleito é criar novas secretarias, fundir algumas já existentes e dar nova nomenclatura a outras. São nove proposições tratando da chamada “reforma administrativa” e uma décima, de autoria ainda do Governo Jair, que prevê a contratação de pessoal em caráter emergencial para o Hospital Geral.
Quem ocupa uma das novas pastas é José Luiz Lauermann, que será justamente o responsável pela articulação com o legislativo na Secretaria Geral de Governo e Relações com a Comunidade. Segundo ele, a nova estrutura do governo municipal foi elaborada em conjunto pelo Procurador Geral do Município, Ruy Noronha, e pela secretária Especial de Gabinete, a jornalista Kátia Reichow, titular de mais uma pasta criada pelos petistas. A terceira nova secretaria é a Especial de Comunicação Social, que ainda não tem titular nomeado por Zimmemann.
As fusões ocorrem entre as Secretaria de Obras Públicas e Serviços Urbanos, comanda por Lino de Negri, e Administração e Planejamento e Gestão, que passa a se chamar Planejamento, Orçamento e Gestão, cujo titular será Roque Werlang. A Secretaria de Segurança, Trânsito e Transporte vira Segurança e Mobilidade Urbana e terá como responsável Luiz Fernando Farias. Jurema Guterres é a titular da Secretaria de Desenvolvimento Social, que hoje chama-se Secretaria do Trabalho, Cidadania e Assistência Social. Ruy Noronha explica que entre criação e extinção de cargos de primeiro e segundo escalão da Prefeitura, Comur, Comusa, Hospital Municipal e Fenac, o saldo é zero. Mantém-se o número de cargos de confiança atual, 308 no total.
Economia anual de R$ 600 mil
O Procurador Geral do Município fala sobre o objetivo da reforma. “Buscamos assegurar que a administração municipal se adapte para que possa cumprir os compromissos assumidos com a comunidade”. Ruy Noronha diz que, com o que chama de equalização da remuneração dos dirigentes da administração direta e indireta, a economia mensal aos cofres públicos será superior a R$ 45 mil, o que representa mais de R$ 600 mil ao ano. O diretor-presidente da Fenac, que será Ricardo Michaelsen, é um dos exemplos. Tinha vencimentos na casa dos R$ 15 mil mensais e passa a receber como secretário, cerca de R$ 7 mil. A reforma cria ainda coordenadorias municipais com status de secretaria. A segunda votação na Câmara ocorre em nova sessão extraordinária na quarta-feira.
Secretarias e seus respectivos titulares
Geral de Governo e Relações com a Comunidade– Luiz Lauermann
Procuradoria Geral do Município– Ruy Noronha
Fazenda– Matias Martins
Obras Públicas– Lino de Negri
Saúde– Clarita Souza
Desenvolvimento Rural– Lealdo Tavares
Segurança e Mobilidade Urbana– Luiz Fernando Farias
Desenvolvimento Social– Jurema Guterres
Especial de Gabinete– Kátia Reichow
Planejamento, Orçamento e Gestão– Roque Werlang
Educação e Desporto– Adelmar Carabajal
Cultura Anita Oliveira
Meio Ambiente– Ernani Galvão
Desenvolvimento Econômico e Turismo– Carlos Finck
Especial de Comunicação Social– Indefinido
Habitação– Juarez Kaiser
Coordenadorias
Juventude– Roger Correa
Mulheres– Fátima Fraga
Igualdade Racial– Eduardo Tamborero
Idosos– Jane Barbosa
Necessidades Especiais– Darwin Kraemer
Autarquias
Fenac– Ricardo Michaelsen
Comur– Marialdo Schirmer
Comusa– Arnaldo Dutra
