Mistério ronda execução de quatro jovens no maior bairro de Novo Hamburgo ocorrida na última terça-feira, 25 de novembro. Menino de 12 anos é única testemunha.
Por que os assassinos pouparam o menino de 12 anos que presenciou a chacina em Canudos? Esse é um dos mistérios que o delegado João Bancolini, da 3ª Delegacia Regional Metropolitana, ainda tenta desvendar para chegar aos assassinos de quatro jovens executados na última terça-feira, 25 de novembro. O crime ocorrido em um bar abandonada entre as ruas Flamarion e Maria do Carmo Miranda da Cunha chocou os moradores do maior bairro de Novo Hamburgo. O menino é a única testemunha ocular. Ele teria permanecido em um quarto enquanto os assassinos agiam. “Quem mata quatro, mata cinco”, questiona-se o delegado.
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O menor que suegue sob proteção policial foi o primeiro a depor. Entretanto, alegou não reconhecer os autores da chacina em função de estarem utilizando capacete. Bancolini acredita que o risco de ele ser morto ainda é grande em função de “saber muita coisa”. Quatro homens chegaram ao local do crime em duas motos e começaram a disparar armas de fogo. Morreram Abel de Oliveira da Luz, 25 anos, Régis Silveira Lara, 19, Felipe Valansuelo Rodrigues, 17, e Jovelino Pereira Neto, 15. Durante a semana passada foram ouvidos também familiares das vítimas e moradores da região. A hipótese mais forte é a de que o motivo das execuções envolva o tráfico de drogas, mas existe a possibilidade de ter relação com o roubo de veículos. Ainda não há suspeitos.
