Segurança Evandro Teles atira contra o próprio filho na manhã deste sábado e depois tenta suicídio. Menino de 11 anos morreu no hospital.
Menos de 15 dias depois de chocar-se com o caso da empresária Roselani D'Ávila, que confessou ter matado o marido, a irmã e a sobrinha, a comunidade hamburguense se depara com uma nova tragédia em família. Na manhã deste sábado, dia 25, o segurança Evandro Garcia Teles, 31 anos, atirou contra o próprio filho e depois tentou o suicídio na Rua João Alfredo Kraemer, bairro Roselândia.
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O menino Vinícius Teles tinha 11 anos e chegou ao Hospital Municipal de Novo Hamburgo com vida. Foi operado, mas não resistiu ao tiro que levou na cabeça e morreu por volta das 13h30min, segundo informa a assessoria da casa de saúde. A mãe, Elizabete de Oliveira, 30 anos, ainda tentou transferi-lo para o Hospital Regina antes que o óbito fosse confirmado.
Segundo conhecidos do casal, Evandro não teria aceitado o fim do relacionamento com Elizabete há cerca de uma semana. Ainda conforme moradores do bairro onde o crime ocorreu, as avós do menino teriam presenciado o crime. O pai foi operado e até o final do dia estava internado em estado grave no Hospital Municipal.
VÍTIMA – Familiares dizem que Vinícius Leonardo de Oliveira Teles era um menino alegre. Estudava na Escola Estadual João Gräwer Filho, no bairro Travessão, em Dois Irmãos, que faz divisa com o bairro Roselândia e cursava a quinta série do ensino fundamental. Era o líder da turma.
Crime seria premeditado
Para a delegada plantonista Raquel Machado Peixoto, que atende o caso, o crime pode ter sido premeditado. O que a leva a crer nessa hipótese é a informação apurada pelos policiais da 3º Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo dando conta de que há dois dias Evandro teria pego sem autorização um revólver da empresa onde trabalha como segurança. Ainda na noite de sexta-feira, dia 24, insistiu para que a ex-esposa, o menino e as duas avós fossem à sua casa na manhã do dia seguinte.
Caso Roselani D'Ávila

Na manhã do dia 15 de abril, a polícia descobriu os crimes cometidos pela empresária Roselani Radaelli Picinini D'Ávila, 47 anos, também envolvendo a família. Ela confessou ter matado o marido, Flávio D'Ávila, 54, a irmã Rosângela Picinini Freitas, 45, e a sobrinha, Maria Francisca Freitas, 6. A empresária justificou os crimes dizendo que amava os familiares e não queria vê-los sofrendo com as dívidas acumuladas pelas empresas de calçado que mantinha. Depois de matar, também tentou suicídio.
