Professores da rede estadual entram em greve por tempo indeterminado em protesto ao piso salarial proposto pelo Governo Yeda e exigindo piso nacional.
Professores da rede estadual decidiram entrar em greve na tarde desta sexta-feira, dia 14. Em Assembléia Geral do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul – CPERS/Sindicato no Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre, a categoria deflagrou o movimento. Em seguida, seguiu até o Palácio Piratini em protesto contra o piso salarial proposto pela Governadora Yeda Crusius (PSDB). Os professores exigem que o Governo do Estado respeite o piso nacional. Essa semana, no entanto, a Assembléia Legislativa recebeu projeto de lei de autoria do Poder Executivo que estabelece parâmetros estaduais de vencimento.
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Yeda vai ao STF contra piso nacional dos professores
A presidente do CPERS/Sindicato, Rejane de Oliveira, justificou o movimento atribuindo culpa à governadora. “A responsabilidade da greve é do Governo do Estado por ter enviado a Assembléia Legislativa o projeto a respeito do piso salarial, ameaçando nosso plano de carreira”, defende a sindicalista. Conforme informações da Brigada Militar, cerca de 10 mil professores participaram da manifestação no Piratini gritando palravas de ordem como “Yeda, pode esperar. A tua hora vai chegar”. Foram destacadas para acompanhar o movimento 165 policiais militares mulheres, já que a maior parte dos manifestantes era do sexo feminino.
Entenda o movimento
O Governo do Estado propõe R$ 950,00 como referência para o piso estadual dos professores, incluídos os benefícios. O valor é o mesmo da lei federal que estabelece o referencial para docentes de todo o país. O piso nacional, porém, prevê também que os benefícios sejam somados. Ao lado de outros seis governadores, Yeda Crusius contesta a lei sancionada pelo presidente Lula na Justiça. A reivindicação do CPERS/Sindicato é de adoção imediata do piso nacional e retirada do projeto proposto pelo Governo do Estado na Assembléia Legislativa.
