Polícia Militar de São Paulo afasta coronel que comandava inquérito instaurado para apurar se houve falha na atuação do Grupo de Ações Táticas Especiais – GATE.
“Não houve erro”. A enfática afirmação do coronel Eliseu Leite Moraes em entrevista coletiva na semana passada lhe custou caro. O oficial foi afastado pela corporação de São Paulo do inquérito que apura se houve falha do Grupo de Ações Táticas Especiais – GATE na ação que redundou na morte da menina Eloá Cristina Pimentel. Segundo a Polícia Militar paulista, o motivo do afastamento seria o fato de Moraes ter opinião formada sobre o caso antes mesmo de iniciar os trabalhos. O nome do novo comandante do inquérito será mantido em sigilo para evitar novos percalços no processo.
Na última quarta-feira, dia 22 de outubro, o coronel Moraes afirmou em entrevista coletiva que “não há nenhum indicador de que eles tenham cometido nenhuma ação grave, muito pelo contrário, eles estavam ali para proteger. Não houve erro. A finalidade do Gate é preservar a vida”. Ao sair do hospital a amiga de Eloá, Nayara Rodrigues da Silva, disse que Lindemberg Alves só atirou contra elas após a invasão da polícia no apartamento da vítima, em Santo André-SP, depois de mantê-las como reféns durante cinco dias. Os policias defendem que só invadiram o local porque teriam ouvido um disparo.
