Mais de um ano depois da maior tragédia da aviação brasileira, laudo deve ser entregue na semana que vem apontando Anac, Infraero e pilotos como responsáveis pela morte de 199 pessoas.
Agência Nacional de Aviação Civil – Anac, a Empresa Brasileira de Infra-estrutura – Infraero e os pilotos seriam culpados pelo acidente da TAM em Congonhas no ano passado. É o que deve apontar o laudo do Instituto de Criminalística (IC), conforme informa nesta sexta-feira, dia 14, o jornal Diário de São Paulo. O documento que visa esclarecer o maior acidente da história da aviação brasileira pode ser entregue na próxima semana. Em julho de 2007, o vôo JJ 3054 explodiu ao chocar-se em um prédio quando tentava pousar, matando 199 pessoas. Entre elas, o deputado federal gaúcho Júlio Redecker (PSDB).
Anac e Infraero seriam citadas por deixarem de medir o coeficiente de atrito da pista do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, com a aparelhagem correta. A falta desse dado pode ter deixado os pilotos mais inseguros na hora do pouso. O comandante e o co-piloto, que também morreram, devem ser citados por não terem visto que as manetes não estavam na posição correta, o que fez o avião virar para a esquerda e sair da pista. O documento que tem cerca de 700 páginas e mais de 2,5 mil anexos ainda deve mostrar que os pneus e a quantidade de água na pista não foram determinantes.
Promotor deve responsabilizar 10 pessoas
Dez pessoas podem ser denunciadas à Justiça como responsáveis pelo acidente segundo o promotor responsável pela investigação, Mário Luiz Sarrubo. Seriam responsabilizados funcionários da Infraero, da Anac e da TAM. Como o laudo de perícia do Instituto de Criminalística foi concluído nesse mês, o delegado Antônio Carlos Barbosa deve enviar o inquérito ao Ministério Público nos próximos dias para que Sarrubo encaminhe o documento de acusação formal à Justiça. Ele vê falhas da TAM no treinamento de funcionários, da Infraero em liberar a pista em condições inseguras e da Anac na fiscalização do aeroporto.
