
Após matar o filho, o pai colocou o corpo em uma mochila e de moto o levou até um matagal onde tentou queima-lo e depois fez ocorrência de desaparecimento do menino.
O operador de máquinas Eraldo Querobino Marcondes, de 26 anos, foi preso por matar o próprio filho, Eduardo de Carvalho Marcondes, de dois anos e meio, por asfixia, no final da tarde de terça-feira, 09, em Monte Alto, na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo.
Após cometer o homicídio, ele colocou o corpo do menino em uma mochila e de moto o levou até um matagal onde tentou queima-lo. A confissão ocorreu no final da noite de terça, pois ele não conseguiu convencer os parentes e a polícia que Eduardo teria sumido enquanto o pai tomava banho. O operador justificou que cometeu o crime para não pagar a pensão alimentícia. Marcondes responderá processo por homicídio doloso e ocultação de cadáver, onde a pena é de 12 a 30 anos de prisão.
O delegado de Monte Alto, Antonio Carlos Barros de Melo, disse que Marcondes até registrou boletim de ocorrência de desaparecimento do filho no final da tarde, retornando com uma foto três horas depois. A família chamou a polícia após um desentendimento sobre a versão do desaparecimento do garoto.
Na delegacia, Marcondes acabou confessando o crime, de acordo com o delegado Melo. Ele disse que pegou o filho Eduardo na casa da mãe do menino às 15 horas. Uma hora e meia depois, o asfixiou com as próprias mãos. Ele disse que ganha cerca de R$ 830 por mês e que, em dificuldades financeiras, não queria mais pagar a pensão alimentícia do filho, no valor de R$ 150, além do plano de saúde.
No início da madrugada de quarta-feira, 10, Marcondes levou os policiais ao local onde havia deixado o corpo do filho. A mãe será ouvida quando tiver condições emocionais de falar. Marcondes foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade de Serra Azul.
