A base de parlamentares de sustentação da governadora Yeda Crusius se apresenta cada vez mais reduzida ao seu partido – o PSDB
Um gabinete de transição composto praticamente por representantes do PSDB se reuniu no início desta tarde no Palácio Piratini. Dos partidos de apoio somente estiveram presentes ao encontro, e ainda com um nome: Rospide Neto (PMDB), Sérgio Campos de Moraes (PPS) e Otomar Vivian (PP). Eles, apesar de toda a gravidade da situação política do Rio Grande do Sul e da série de problemas que existem para serem administrados, se limitaram a abrir um espaço na reunião à manifestação do presidente da Federasul José Paulo Cairoli, para que ele apresentasse sugestões a uma carta compromisso a ser enviadas para alguns deputados aliados, ou seja, tudo continua sendo feito da mesma forma, como se a governadora Yeda Crusius continuasse governando sozinha o Estado.
Pelo PSDB estiveram participando da reunião do gabinete de transição: Daniel Andrade (PSDB), a futura secretária-geral de Governo, e ex-procuradora-geral da prefeitura de POA, Mercedes Rodrigues (PSDB) e o futuro chefe da Casa Civil, o ex-prefeito de Santa Cruz do Sul, José Alberto Wenzel (PSDB).
José Paulo Cairoli Considerou extremamente positivo o trabalho de gestão que o governo do Estado vem realizando e disse que a relação política, que iniciou de forma não-satisfatória, agravou-se em função da falta de unidade partidária da base na Assembléia.
Cairoli defendeu uma melhor comunicação do governo com a sociedade organizada, dizendo “que acontecem muitas coisas positivas pelo Rio Grande do Sul e a sociedade não fica sabendo. Se a economia vai bem, o Estado vai bem”, acrescentou, lembrando que a sociedade gaúcha está mais atenta também às questões políticas.
O Gabinete de Transição, composto por representantes de todos os partidos políticos que compõem a base aliada do Governo, vem reunindo-se, desde a última semana, com representantes de diversas entidades da sociedade civil, colhendo sugestões para a elaboração de uma carta-compromisso entre o governo do Estado e a base aliada na Assembléia Legislativa. Já foram ouvidas entidades como Fiergs, OAB, Fecomércio, ARI, fundações e institutos de partidos políticos, entre outras.
