Governo Federal libera recursos para extensão da Linha 1 do Trensurb de São Leopoldo à Novo Hamburgo e canteiro de obras deve ser instalado no início de 2009.
São R$ 26,18 milhões. Pouco perto dos mais de R$ 600 milhões necessários. Mas a comunidade hamburguense comemora o “presente de Natal” anunciado pelo Governo Federal nesta quarta-feira, dia 24. O recurso previsto no Orçamento da União foi liberado e com isso a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S/A – Trensurb deve instalar o canteiro de obras para extensão da Linha 1 de São Leopoldo à Novo Hamburgo ainda no início de 2009. A ansiedade cresce. O processo de extensão começou em 1999. Passou por uma série de etapas burocráticas, ficou trancado no Tribunal de Contas da União – TCU em Brasília durante cerca de seis anos e só foi retomado no ano passado.
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O presidente da Trensurb S/A, Marco Arildo Prates da Cunha, comemora a liberação do recurso. “É um verdadeiro presente de Natal para a comunidade de Novo Hamburgo”, diz. Já o presidente da Comissão Especial Pró-trensurb da Câmara hamburguense, vereador Ralfe Cardoso (PSOL), prefere destacar o empenho das lideranças locais. “É um prêmio para quem sempre acreditou e nunca desistiu de lutar por essa obra”. O vereador lembra da articulação da comissão idealizada por ele em 2003. “Sabíamos da importância do trem para o desenvolvimento do Vale do Sinos e não medimos esforços para conquistá-lo”. Uma das iniciativas marcantes da Comissão Pró-trensurb foi o apoio ao abaixo-assinado promovido pelo grupo Pensando Novo Hamburgo que coletou a intenção de mais de 60 mil pessoas pela liberação do processo em Brasília.
Mais de 50 mil novos usuários por dia
Considerado o benefício da passagem integrada, com a extensão do trem até o Centro hamburguense 50 mil novos usuários devem ser inseridos ao sistema por dia. Serão quatro novas estações ao longo de aproximadamente nove quilômetros de trilhos. A última será em frente ao Bourbon Shopping Novo Hamburgo. Entre os benefícios desse meio de transporte estão o menor impacto ambiental, a liberação do trânsito na BR 116 e o menor custo em relação aos convencionais. A expectativa da Trensurb é que a obra esteja concluída em quatro anos e o desafio agora é a garantia das verbas que faltam para completar o orçamento.
