Depois de ter enfrentado barreiras para poder realizar o Enem, entrou na universidade em 2010, a mesma em que trabalha.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Formar-se no ensino superior já é, naturalmente, inesquecível para qualquer pessoa. Na noite desta sexta-feira, dia 03, será ainda mais para Guilherme Finotti, de apenas 20 anos.
O formando de Sistemas para Internet batalhou já de início, antes de ingressar na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo. Portador de paralisia cerebral, precisou de um computador adaptado para poder realizar o Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, em 2009. É que Guilherme não consegue abrir totalmente a mão e, para usar o computador, depende de teclado e mouse especiais (foto abaixo).
Começou o curso universitário em 2010. Já era formado no técnico em Desenvolvimento de Software e Aplicação para Internet, na Escola de Aplicação da Feevale, também em Novo Hamburgo. Ele trabalha na própria instituição de ensino superior, onde atua como auxiliar de Suporte a Sistemas no setor de Recursos Humanos.
“Como uma grande amiga diz, somos (d)Eficientes”, defende o jovem, em entrevista concedida por e-mail à Feevale. “Quero e serei um profissional muito respeitado e bem-sucedido e um grande homem, reconhecido não somente pelas minhas lutas para me incluir, mas, sim, pelo meu trabalho.”
Futuro
Objetivos daqui para frente já estão traçados: especialização na área, ganhar experiência e crescer profissionalmente. “[A formatura representa] o fim de uma etapa muito importante na minha vida pessoal e profissional, estar me formando em um curso que eu adorei, em todos os sentidos, e os primeiros passos em minha profissão, que amo”, projeta.
“Temos que lutar por nossos sonhos e o fato de você andar sobre uma cadeira de rodas ou não enxergar, por exemplo, apenas significa que você terá que adaptar suas ações diferentemente dos outros”, avalia Guilherme. “Mas nunca que você é diferente e terá que viver, pensar, desejar e ser tratado diferente só por isso.”
RESPEITO – Quando convidado a falar sobre o que falta no Brasil para pessoas com deficiência, o formando é enfático: muito conhecimento por parte do povo sobre as diferentes deficiências e suas reais limitações. “O que, acredito, seja a solução para acabar com grande parte do preconceito existente”, completa. “Também é preciso maior respeito por parte da sociedade, do poder público e, ouso falar, de muitas pessoas com deficiência, que usam suas limitações só para ganhar vantagens, denegrindo nossa imagem.”
Informações de Imprensa Feevale
FOTOS: Difoccus Produções e Leonardo Rosa


