Pré-candidata do PT à presidência quer Plano Nacional de Banda Larga. Dados do Ipea revelam que brasileiro paga 10 vezes mais pelo serviço do que em países desenvolvidos.
Felipe de Oliveira felipe@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Não é a toa que a pré-candidata do Partido dos Trabalhadores à Presidência da República tem utilizado a Internet para difundir suas idéias.
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Dilma Rousseff (foto) parece estar decida a apostar na ferramenta para se tornar em outubro a sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva. Na manhã desta terça-feira, dia 27, defendeu no Twitter a universalização do acesso à rede mundial de computadores no Brasil.
A declaração da ex-ministra-chefe da Casa Civil deve-se à estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea na segunda-feira. O brasileiro paga 10 vezes mais pela banda larga do que o serviço custa em países considerados desenvolvidos. Enquanto no Brasil se gasta com banda larga, em média, 4,58% da renda mensal per capita, lá a mesma relação gravita em torno de 0,5%.
PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA – Para Dilma, o debate deve ser aprofundado. “O estudo do Ipea sobre as dificuldades de acesso à Internet mostra porque temos tido tanto empenho em fazer o Plano Nacional de Banda Larga”, argumenta. “Temos que universalizar o acesso ao sistema de banda larga para que o brasileiro tenha uma Internet rápida, de qualidade e de baixo custo.”
Fibra óptica é a solução,
diz técnico do Ipea
Com o Plano Nacional de Banda Larga, o Governo Federal pretende massificar o acesso à Internet a preços menores que os cobrados atualmente pelo mercado. A promessa é de que o serviço saia por R$ 30,00.
Hoje, apenas 3,1% dos domicílios brasileiros, percentual que totaliza 266 mil residências de um total de 8,6 milhões, tem acesso, revela a pesquisa do Ipea.
Luis Cláudio Kubota (foto), um dos técnicos responsáveis pelo estudo, explica que, embora o preço tenha caído, a densidade de acesso ainda está abaixo dos padrões internacionais. Até países com nível de desenvolvimento econômico semelhante ao do Brasil, como México e Turquia, tem índices melhores.
Outro problema apontado por Kubota diz respeito à velocidade. Os brasileiros acessam a rede com uma média de conexão de 1 Mbps (megabit por segundo), enquanto países como Japão e Coréia do Sul têm conexões de 100 Mbps. “Isso acontece por causa do uso de fibra óptica, que propicia velocidades mais altas”, avalia o técnico.
REGIÕES – No Nordeste, o acesso por banda larga não chega a 15% dos domicílios. Em estados como Roraima e Amapá, no Norte, a situação é ainda mais crítica: só 0,3% e 0,6%. Na região Centro-Oeste a penetração da Internet de banda larga é de 18%, com destaque para o Distrito Federal, cuja taxa é de 51%. No Sul e Sudeste, varia entre 20% e 30% dos domicílios.
Com informações da Agência Brasil
FOTO: reprodução / Dilma na Web

