A Declaração de Tarso Genro é em menção a ação que prendeu na última terça-feira, 8, Daniel Dantas, Celso Pitta e Naji Nahas, acusados de lavar dinheiro e corrupção
O país está em um momento de mudanças, onde os “privilegiados” não ficam impunes, não são “intocáveis”, afirmou o ministro da Justiça, Tarso Genro, nesta quarta-feira, dia 09. Para o ministro, não pode haver diferenciação entre classes sociais no uso ou não de algema no momento das prisões.
“Não existe mais intocáveis no país, não existe privilegiados, que não são tocados pela lei. Portanto, eles baixam da sua condição de privilegiados e se tornam cidadãos iguais aos outros”, disse o ministro, ao comentar o uso de algemas nas prisões, ontem, do banqueiro Daniel Dantas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e do empresário Naji Nahas, durante a Operação Satiagraha.
Segundo Genro, o objetivo da Polícia Federal ao fazer o uso das algemas no momento da prisão é apenas de executar a ação em segurança, protegendo inclusive o preso de um ato impensado, independente de ser um cidadão de baixa renda ou não. “Não haverá distinção nenhuma por parte da Polícia Federal”, argumentou Tarso Genro aos jornalistas, rebatendo as críticas de que houve espetacularização na prisão.
“É um inquérito muito bem feito, trabalhado nos moldes de todos os outros inquéritos e que as prisões foram feitas como são feitas as prisões em todos os inquéritos, com determinação judicial, com acompanhamento do Ministério Público. Agora, pegou determinadas pessoas de destaque. E essas pessoas de destaque têm um exacerbado sentido de defesa dos seus direitos, que inclusive é positivo porque pode nos ajudar a corrigir determinados erros”, afirmou.
O banqueiro Dantas e o empresário Nahas, foram presos numa operação para desmontar um esquema de desvio de verba pública e corrupção. São acusados de lavagem de dinheiro e evasão de cerca de US$ 2 bilhões. O ex-prefeito de São Paulo, Pitta, é acusado de ser dono de uma conta bancária no exterior e de ser cliente de Nahas.
Fonte: Agência Brasil
