Confronto com a Brigada Militar levou os integrantes a ocuparem um pátio de um supermercado durante sua caminhada que tinha o propósito de ir até o Palácio do Piratini
Manifestantes acuados num confronto com a Brigada Militar e impedidos de continuarem caminhando pela Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, esquina com a Rua Múcio Teixeira, no bairro Menino Deus, encontram um portão aberto, do supermercado Nacional, e não tiveram dúvida de se dirigir para lá, pouco depois das 10h da manhã desta quarta-feira, dia 11. A outra opção seria recuar a marcha ao se deparar com a barreira humana formada por policiais, que impediam o avanço dos participantes de movimentos sociais.
Para o comando da Brigada Militar porto-alegrense é uma obrigação constitucional reprimir qualquer manifestação que planeje invadir prédios públicos ou particulares. Mesmo com uma tropa defasada de 19 mil homens a polícia está fazendo a parte dela, alega o comando. Para os militares a polícia até bem pouco tempo não era incentivada a agir e resolver os conflitos sociais e hoje tem autonomia para fazer cumprir a lei com rigor em caso de movimentos “quase que terroristas”. O coronel Paulo Roberto Mendes, comandante-geral da BM em exercício, esteve no local.
Bancada do PT emitiu a pouco um comunicado informando a comunidade de que a Brigada Militar feriu manifestantes e usou de violência contra cidadãos que estavam caminhando em busca de seus direitos sociais e que tiveram suas trajetórias bloqueadas e suas liberdades de ir e vir, cerceadas.
