A afirmação foi feita pela historiadora e pesquisadora gaúcha Heloisa Reichel durante seminário sobre os 200 anos da imprensa brasileira, na Feevale
A doutora em história, e professora universitária da Unisinos, Heloisa Jochims Reichel abriu na noite de segunda-feira, dia 9, o VIII Seminário Sócio-histórico: a Imprensa Brasileira em seus 200 anos enfocando uma pesquisa historiográfica em jornais da capital gaúcha que circulavam nos anos 50 – período que antecedeu a ditadura militar. “A imprensa brasileira, de modo geral, adotou uma postura anticomunismo”, sentenciou.
A palestrante admitiu que no Rio de Janeiro circulava pequenos periódicos adotaram postura pró-comunismo, os quais tinham como principal articulador o jornalista Samuel Weimer. Ela, porém, ocupou todos os espaços de sua manifestação, feita no auditório do prédio branco da Feevale para pregar os exemplos dos veículos impressos gaúchos – o Correio do Povo e o Diário de Notícias, para divulgar as idéias do anticomunismo.
A professora Heloisa Reichel, porém, argumentou que seu objetivo maior era mostrar que é possível para um historiador do “tempo presente” realizar uma pesquisa historiográfica em jornais bastando que ele tenha o cuidado de contextualizar os momentos em que o jornalista escreveu a notícia e avaliando que o profissional está fazendo uma representação da realidade vivida por ele no momento social em que ele está escrevendo.
Programação
O Seminário que integra as comemorações dos 200 anos da imprensa brasileira terá continuidade logo mais as 19h, na Feevale, e terá como palestrante da noite o professor da Pontifícia Universidade Católica do RS, Helder Gordim da Silveira que abordará : As representações da imprensa sobre o Golpe de 1964. O evento terá continuidade até sexta-feira e os leitores podem acompanhar diariamente informações aqui no portal novohamburgo.org.
