
Primeiro laboratório brasileiro que controla substâncias nocivas foi inaugurado na noite de segunda-feira, dia 17
O primeiro laboratório brasileiro planejado para análise de substâncias restritivas foi inaugurado na segunda-feira, 17, no salão de eventos do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos – IBTeC, em Novo Hamburgo. Muito prestigiado, o encontro contou com a presença do prefeito Jair Foscarini e até do prefeito eleito, Tarcísio Zimmermann.
O novo laboratório “Renato Kunst” terá o foco inicial em análise de produtos para a indústria calçadista, mas também consiste em analisar diversos elementos presentes no produto final, seja ele da indústria calçadista, automobilística, farmacêutica ou de brinquedos.
Por ser um dos incentivadores de pesquisa e tecnologia, o laboratório recebeu o nome do Presidente do Conselho de Administração da Artecola. O local passa a ser conhecido como: Laboratório Instrumental de Análises de Substâncias Restritivas Renato Kunst.
O laboratório está montado com tecnologia de última geração destacando, entre outros, espectrofotômetro de ultravioleta (UV – visível), espectrofotômetro de absorção atômica (AA), espectrofotômetro infravermelho (IR), cromatografia gasosa com detector de massas (GCMS), cromatografia líquida de alta performance (HPLC), equipamentos robustos e mundialmente reconhecidos pela sua resposta confiável aos ensaios.
O novo laboratório terá a capacidade de detectar a concentração dos elementos como, por exemplo: níquel, cádmio, chumbo, antimônio, arsênio, cobre, magnésio, cálcio e cromo nos mais diversos materiais. A presença de um nível elevado destas substâncias pode provocar diversos prejuízos à saúde do consumidor ou mesmo danos ao meio ambiente.
Rui Guerreiro, presidente do IBTeC, afirma que “a exigência do controle destas substâncias no exterior já existe há cerca de cinco anos, sendo intensificada no último ano, o que demandava, por parte da indústria nacional, a necessidade de buscar este tipo de serviço em outros países, principalmente aquelas empresas com exportações destinadas à Europa”.
