O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/Aids são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da Aids e ao seu diagnóstico.
O Dia Mundial de Combate à Aids é uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) para mobilizar as pessoas no mundo todo na luta contra o HIV/Aids. O dia marcado para mobilização universal é sempre 1º de dezembro, no mundo inteiro. O Dia Mundial de Combate à Aids foi instituído em 1988. Na maioria dos países, esse dia já se tornou um evento anual, que conta com a participação de diversos segmentos da população.
Em Novo Hamburgo, a Prefeitura Municipal centralizou suas ações no sábado, 29 de novembro, com campanha de esclarecimento e distribuição de materiais didáticos e preservativos pelo Departamento de Vigilância em Saúde.
Os estigmas são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos. Ao discutir preconceito e discriminação, o Ministério da Saúde espera aliviar o impacto da Aids no País. O principal objetivo é prevenir, reduzir e eliminar o preconceito e a discriminação associados à Aids. O Brasil já encontrou um modelo de tratamento para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, que hoje é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma referência para o mundo.
O Relatório Global sobre Epidemia de Aids 2008 aponta que o Brasil, país com maior índice de contágio na América Latina, tem cerca de 730 mil pessoas com a doença. A cada ano, 30 mil pessoas contraem HIV no país.
No mundo todo, existem 33 milhões de pessoas com a doença, sendo a África Subsaariana (área mais pobre, próxima ao Deserto do Saara) a região do globo com maior incidência do vírus, em que 22 milhões de pessoas têm a doença.
Segundo o coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre DST/Aids (Unaids), Pedro Chequer, os esforços de prevenção da doença começam a dar resultados, mas não o suficiente para reverter a epidemia global. Um dado positivo do relatório é que os casos brasileiros de transmissão do vírus HIV de mãe para filho foram menos de 900 dos 30 mil, no ano passado.
A tendência mundial, agora, segue, para a queda no número se casos da doença. Chequer afirmou que ainda há muito a ser feito para que se alcance a universalização da cobertura de prevenção e tratamento da Aids. “O grande desafio não é apenas fazer o acesso ao tratamento. É certo que nós alcançamos 3 milhões ( de pessoas com HIV para tratamento) e ainda faltam 6 milhões para serem atendidos. Esse é um processo que, eu diria, não é fácil, mas é factível a curto prazo, a médio prazo, à medida que haja investimento material de serviços de saúde. O grande desafio, assim, é prevenção”, declarou.
O que é Aids
Uma deficiência no sistema imunológico, associada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana HIV – (Human Immunodeficiency Virus), provocando aumento na susceptibilidade a infecções oportunísticas e câncer.
Transmissão:
– o vírus HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal, leite materno;
– relações sexuais homo ou heterossexuais, com penetração vaginal, oral ou anal, sem proteção da camisinha, transmitem a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis e alguns tipos de hepatite;
– compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis;
– transfusão de sangue contaminado;
– instrumentos que cortam ou furam, não esterilizados;
– da mãe infectada para o filho, durante a gravidez, o parto e a amamentação.
Tratamento:
Atualmente a terapia com os chamados “anti-retrovirais” proporciona melhoria da qualidade de vida, redução da ocorrência de infecções oportunísticas, redução da mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes. Os anti-retrovirais são medicamentos que suprimem agressivamente a replicação do vírus HIV.
Fique sabendo:
A Aids não é transmitida pelo beijo, abraço, toque, compartilhando talheres, utilizando o mesmo banheiro, pela tosse ou espirro, praticando esportes, na piscina, praia e, antes de tudo, não se pega AIDS dando a mão ao próximo, seja ele ou não soropositivo.
