A crise local do Rio Grande do Sul ocupou espaço na imprensa nacional e até internacional nesta terça-feira, dia 10
Entre hoje e amanhã a governadora gaúcha Yeda Crusius anunciou em um programa de rádio da capital que tomara medidas drásticas para constituir o seu gabinete de transição – que nos bastidores está sendo chamado de gabinete de crise política, depois da queda de cinco integrantes do primeiro escalão. Ela confirmou ainda que viaja hoje a tarde para Mato Grosso do Sul onde tem uma reunião que já estava agendada anteriormente, mas que retorna na quinta-feira a Porto Alegre.
Condição da governadora que o gabinete de transição não seja composto por deputados. Mas aparentemente este detalhe só vale para os partidos além do PSDB que integrarão a base governamental, pois já na tarde de hoje o deputado gaúcho federal pelo PSDB, Cláudio Diaz se colocava a disposição da governadora para ser chefe da Casa Civil. “Não recebi nenhum convite oficial, mas se ela precisar e for bom para o Rio Grande do Sul, serei até motorista da governadora”, afirmou durante uma entrevista a rádio Gaúcha, no início desta tarde.
Entre os nomes que poderão ainda ocupar o gabinete de transição aparece o do ex-governador Jair Soares. Ele já se manifestava na tarde de hoje argumentando de que estaria disposto a contribuir com a governabilidade do RS desde que o Estado não abra mão de continuar fazendo a gestão de produzir as carteiras de motoristas. “A terceirização já está devidamente comprovada que não dá certo”, argumentava durante um programa de rádio, nesta tarde.
