
Portal novohamburgo.org ouve o secretariado do prefeito eleito e diplomado Tarcísio Zimmermann (PT) para saber os rumos da cidade a partir de janeiro de 2009
A administração municipal passa pelas mãos deles a partir de 1º de janeiro de 2009. Decisões como prioridades de investimento e planejamento estratégico da cidade… Gerenciamento de recursos… Para saber o que esperar do novo governo o Portal novohamburgo.org ouve a parir desta terça-feira, dia 16, o secretariado do prefeito eleito e diplomado Tarcísio Zimmermann (PT). Os futuros secretários municipais falam sobre suas expectativas e os planos para os próximos quatro anos. As primeiras entrevistas são com os titulares das pastas de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Carlos Finck, e da Cultura, Anita Lucas de Oliveira.
Carlos Finck
Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo
Carlos Finck diz que dia 1º de janeiro de 2009 será de continuidade em sua agenda de trabalho. Para o desenvolvimento de Novo Hamburgo ele pretende canalizar esforços com o propósito de incentivar o setor calçadista. Adianta que dará atenção para a indústria de informática, companhias de exportações e para o comércio local. Perguntado sobre a organização das ruas centrais da cidade e do calçadão, ele garantiu que pretende colocar toda a potencialidade da administração pública para resolver a “desorganização” das áreas públicas do município. Diz que é preciso padronizar a forma de aparesentação das propagandas utilizadas pelo comércio para que o cidadão consiga desfrutar de um espaço público mais humanizado.
Finck conta ter participado de um encontro com Diego Martinez na semana passada em que o atual secretário se colocou a disposição para recebê-lo na secretaria e tomar conhecimento das rotinas. Revelou ainda que a conversa ocorreu em um espaço da Comusa e que além dele esteve lá um grupo de novos secretários. “Martinez anotou alguns pedidos de providências e se comprometeu a repassar nos próximos dias”, explica.
Quando o questionamento foi se estava trabalhando com um determinado percentual do orçamento para sua pasta, já a partir de janeiro, Carlos Finck diz que aguardará a ação do prefeito para definir quais serão os investimentos iniciais prioritários e quanto cada secretaria poderá dispor no orçamento de 2009, que está estimado em R$ 400 milhões de reais.

Anita Lucas de Oliveira
Cultura
Já a futura secretária Anita Lucas de Oliveira disse que pretende desenvolver na área da Cultura um projeto que possa ter continuidade nos próximos governos. O foco será a busca de uma linguagem que permita desenvolver um trabalho de aproximação e até de integração das ações culturais dos bairros e do Centro da cidade. Anita adianta que pretende “valorizar as pratas da casa”, sem deixar incentivar a vinda de espetáculos “importados” de outros pontos do país.
Anita adiantou que tradicionalmente a Secretaria de Cultura de um porte como Novo Hamburgo trabalha com um percentual do orçamento global do munípio que não chega a atingir 0,5%. “De uma pequena fonte de renda local, mais as verbas externas e de patrocinadores pretendemos aproveitar o máximo para, em conjunto com as comunidades de diversos pontos da cidade, podermos realizar ações em toda a cidade”, defende.
Com relação a questão do carnaval de 2009, que era um grande ponto de interrogação logo no início da gestão, Anita observa que foi aprovado na última segunda-feira na Câmara Municipal autorização para que o Poder Executivo repasse a verba para auxiliar na realização do evento. Segundo ela, isso será feito tranquilamente a partir desta sinalização manifestada pelos vereadores, durante a sessão extraordinária do dia 15. De imediato, Anita manifestou que pretende trabalhar ainda para realizar em meados de janeiro o projeto que já estava em andamento, o Festival de Verão. Além disso, os esforços serão concentrados logo na realização de atividades que marcarão o aniversário do município, em abril.
A futura responsável pela Cultura avalia que as atividades da pasta que passará a coordenar estão “muito mornas”. Aposta que a abertura de espaços para as expressões da comunidade e o oferecimento de pontos culturais nos bairros da cidade poderá começar a criar um movimento bastante intenso na cidade. “Sinto falta de um melhor aproveitamento de centros comunitários, das praças e parques e acredito que a partir do uso da comunidade a segurança automáticamente voltará a reinar”, avalia.
Com relação ao Conselho de Cultura, a futura secretária adianta que pretende ampliar a representação da comunidade no fórum de debate. Além de abrir mais o leque de representatividade, pretende que a votação dos participantes comece a indicar, de fato, pelo voto, os caminhos a serem seguidos.
