Nesta terça-feira, o chefe da seção de operações especiais da secretaria de segurança do STF, Aílton Queiroz, confirmou à CPI dos grampos ter recebido um alerta de escuta em julho deste ano
“Um alerta máximo de provável escuta ilegal” durante uma operação de varredura foi confirmado pelo chefe da seção de operações especiais da secretaria de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF), Aílton Carvalho de Queiroz, nesta terça-feira, 14, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara.
O sinal foi identificado como vindo do lado de fora do terceiro andar do prédio do STF, que é onde estão situados os gabinetes da presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, e da assessoria geral da presidência, no dia 10 de julho deste ano. No entanto, Queiroz afirmou que não foi possível identificar o transmissor do suposto grampo.
“Do lado de fora do prédio (do STF) estava cheio de carros, inclusive da imprensa, porque era dia de uma decisão importante do tribunal. O aparelho aponta a direção do possível transmissor, mas como estava vindo do lado de fora, não conseguimos identificá-lo”, disse Queiroz.
Embora o Judiciário estivesse em recesso no mês de julho, o presidente Gilmar Mendes estava envolvido com a decisão de concessão de habeas corpus a pessoas presas na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, entre elas o banqueiro Daniel Dantas.
Queiroz disse ainda, o aparelho utilizado pelo STF para fazer varreduras é o Oscor 5000E, um correcionador de rádio-freqüência. Ele disse à CPI que, em quinze anos trabalhando na segurança do tribunal, foi a primeira vez que o aparelho indicou nível 5 (que é o máximo grau) para provável escuta.
Fonte: Agência Brasil
