Instrumento de crédito poderá ser usado por governos de países em crises, com o objetivo de cobrir rombos nas transações com o exterior.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
O Fundo Monetário Internacional – FMI, anunciou nesta terça-feira, dia 22, um novo instrumento de linha de crédito, feito aos países afetados na crise econômica para cobrir as necessidades imediatas de liquidez. Através de comunicado, a instituição afirmou: os financiamentos poderão ser usados para cobrir rombos nas transações com o exterior.
E o tal instrumento é chamado de linha preventiva de liquidez – LPL, que substitui uma linha de crédito criada em agosto de 2010 que, no fim, beneficiou somente a Macedônia. Antes, os empréstimos só serviam para reforçar as reservas internacionais. Porém, o FMI informa que, agora, as novas linhas de crédito podem ser usadas de forma imediata pelos governos.
No começo, a LPL só poderá ser usadas por seis meses, mas pode ser aumentada ainda para 12 ou 14 meses. Isso tudo depende dos acordos feitos entre os países e o FMI. Segundo o fundo, a concessão do crédito não será automática, portanto, os países que receberem o benefício de utilizar o LPL terão que se comprometer com políticas de austeridade fiscal.
“As novas ferramentas nos permitirão responder mais rápida e efetivamente para o benefício de todos os membros”, garantiu Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, através de comunicado. Para a instituição, a nova linha de crédito foi criada rapidamente para quebrar uma cadeia de contágio provocada por crises na economia.
FMI também cria Instrumento Rápido de Financiamento
A fim de atender somente países atingidos por fenômenos externos que acabaram afetando a economia, o FMI criou o instrumento rápido de financiamento – IRF. A nova linha de crédito serve para os países afetados por quebras de safra e desastres naturais. Essa e outras novas linhas de crédito foram acertadas na reunião do G20, feita no início de novembro, em Cannes, na França.
Informações de Agência Brasil
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