Fundação Getúlio Vargas divulga pesquisa que mostra que em vez de ficarem mais baratos, alguns produtos estão até mais caros
Quando a CPMF acabou, muitos consumidores festejaram. Alguns profetizavam que os preços iriam diminuir, mas não foi bem isso que ocorreu, segundo a Fundação Getúlio Vargas. Ao contrário do que todos imaginavam, em vez de ficarem mais baratos, como era de se esperar com a redução da carga tributária, alguns produtos até encareceram.
A pesquisa mostra que no preço final de um automóvel, por exemplo, 1,69% correspondia à CPMF, cobrada várias vezes durante a produção do bem. Portanto, o fim do tributo, em 1º de janeiro, deveria provocar uma queda da mesma magnitude nos preços. O que se viu, porém, foi uma alta de 0,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro.
As empresas não repassaram ao consumidor a queda da CPMF porque a concorrência no país é baixa, avalia o coordenador da pesquisa, professor Marcos Cintra. “Se este fosse um mercado competitivo, o preço deveria cair.” Não foi o que se viu. A inflação, que já vinha numa tendência de alta, continuou com o mesmo comportamento em janeiro, quando o IPCA subiu 0,54%.
