Pesquisa sobre Síndrome de Inflamação e Necrose Suína identifica primeiro caso fora da Europa
Uma pesquisa desenvolvida por estudantes da Universidade Feevale, com orientação da professora Karine Ludwig Takeuti, do curso de Medicina Veterinária, foi publicada na revista científica internacional Veterinary Research Communications, referência na área. O trabalho traz um dado importante: o primeiro registro da Síndrome de Inflamação e Necrose Suína fora da Europa, ampliando o conhecimento sobre a doença e seus efeitos na produção de suínos.
O estudo começou durante um estágio extracurricular realizado em uma granja comercial, onde os alunos de iniciação científica Júlia Berro, Karoline Sperb, Gabriel Pola, Paola Freimuth e Brendha Fetter identificaram lesões cutâneas em leitões logo após o nascimento. Com o tempo, essas inflamações evoluíam para necrose em diferentes partes do corpo dos animais.
Pesquisa sobre Síndrome de Inflamação e Necrose Suína analisou mais de 8 mil leitões
Após a identificação do problema, os estudantes comunicaram a professora responsável e iniciaram uma investigação mais detalhada. Ao todo, 8.344 leitões foram avaliados individualmente, considerando a presença e o tipo de lesões. O resultado mostrou que 38,2% dos animais apresentavam sinais compatíveis com a síndrome.
A pesquisa também apontou impactos na produção da granja, já que 12% das leitoas não puderam ser selecionadas para reposição devido a danos causados pela necrose. Outro ponto observado foi a presença de ergosterol na ração, indicando possível contaminação por fungos e sugerindo relação com micotoxinas.
Com base nesses dados, a aluna Júlia Berro elaborou o artigo científico com apoio do grupo. O estudo reforça a importância do diagnóstico precoce e do controle da qualidade da alimentação dos animais, medidas essenciais para reduzir prejuízos e garantir melhores condições de bem-estar aos suínos.
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