Documento do Departamento de Justiça dos Estados Unidos aponta investigações injustificadas de ativistas como o Greenpeace.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
A polícia federal dos Estados Unidos, o FBI, abusou de sua autoridade ao investigar grupos de “esquerda” nos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro de 2001, afirmou um relatório do Departamento de Justiça.
O documento destaca o uso indevido do termo “terrorismo” para investigar vários grupos de ativistas no país de 2001 a 2006, entre eles o Greenpeace, o Pessoas por um Tratamento Ético dos Animais e o pacifista Thomas Merton Center.
O FBI ainda é acusado de fazer “declarações falsas e enganosas ao Congresso” sobre as investigações, entre elas a vigilância de uma manifestação contra a guerra. O relatório, elaborado a pedido do Congresso e divulgado na segunda-feira, dia 20, destaca que o FBI classificou as investigações como “casos de terrorismo interno”, mas tinha poucos indícios para sustentar as hipóteses.
O texto também relata que a polícia se baseou em “possíveis crimes”, como invasão e vandalismo, “que poderiam ter sido classificados de maneira diferente”.
O inspetor geral do Departamento de Justiça conclui no relatório que, “em vários casos, o argumento do FBI era frágil e, de fato, houve poucos indícios de algum possível crime federal em contraposição à delinqüência local”. “A evidência não indica que o FBI dirigiu nenhum dos grupos de investigação baseado em atividades da Primeira Emenda ou crenças de expressão política”, ressaltou.
A União Americana pelas Liberdades Civis – ACLU afirmou que o relatório demonstra que o FBI “espionou indevidamente ativistas americanos que participam em atividades protegidas pela Primeira Emenda e tergiversou desobediência civil não violenta por terrorismo”.
Informações de Veja
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