Expo Black reúne artistas e empreendedores negros na Praça da Biblioteca
Neste domingo (30), a Praça da Biblioteca, no centro de São Leopoldo, foi palco da Feira da Consciência Negra e do retorno da Expo Black, encerrando as atividades do Mês da Consciência Negra. Ao todo, 16 expositores mostraram ao público trabalhos que vão da arte e artesanato até gastronomia, reforçando a diversidade e talento da comunidade negra local.
O evento contou ainda com música ao vivo: o grupo Dagô & Banda Café Tom Bom animou a tarde com um repertório inspirado no samba.
Para as autoridades presentes, a feira foi um momento de celebração e reconhecimento. O prefeito Heliomar Franco destacou o orgulho em ver os espaços públicos sendo ocupados com arte, cultura e empreendedorismo negro. A vice-prefeita Regina Caetano ressaltou que o encerramento do mês não deve servir apenas para lembrar as dificuldades, mas também para celebrar as conquistas e a força da comunidade negra.
Uma das expositoras, a artesã Jaqueline de Souza, comemorou a volta da Expo Black como uma forma de dar visibilidade à cultura afro e mostrar o talento preto na cidade. Já a baiana radicada em São Leopoldo, Mônica Brito, valorizou a oportunidade de expor seus pratos típicos e disse estar feliz com a organização e recepção do público.
Segundo o secretário de Direitos Humanos, Maicon Moser, a feira representa uma chance de mostrar à comunidade local “a riqueza da cultura afro-brasileira” por meio de arte, gastronomia e empreendedorismo negro e de celebrar as contribuições históricas e contemporâneas do povo negro para a sociedade.
Importância da Expo Black
A Expo Black em São Leopoldo tem papel essencial na visibilidade e valorização da cultura afrodescendente local, reunindo empreendedores negros e oferecendo um espaço público onde arte, culinária, moda, artesanato e música negra ganham destaque. Segundo a Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Leopoldo, o evento é uma ferramenta concreta de promoção da igualdade racial e de reconhecimento do protagonismo da comunidade negra, contribuindo para “ressignificar espaços” da cidade e dar visibilidade ao talento e à diversidade cultural desses empreendedores.
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