Estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário mostra que, somando valores dos tributos, rendimento dos trabalhadores foram para os governos até o dia 29 de maio.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
A partir desta segunda-feira, dia 30, fosse começa a ser “dono” do próprio salário. Como assim? Calma, não tem ninguém mandando no seu dinheiro. Ele é sempre seu. O problema é que o brasileiro trabalha quatro meses e 29 dias só para pagar impostos.
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Quem afirma é o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT. O estudo Os dias trabalhados para pagar tributos – 2011 mostra que o contribuinte trabalhou até o dia 29 de maio apenas para pagar tributos — impostos, taxas e contribuições — exigidos pelos governos federal, estadual e municipal.
Imposto de Renda Pessoa Física, contribuição previdenciária e contribuições sindicais são os principais tributos. O cidadão paga, ainda, a tributação sobre o consumo. João Eloi Olenike, presidente do IBPT, lamenta que o sacrifício da população contraste com a ineficiência dos serviços públicos: “O cidadão convive com problemas na saúde, educação e segurança pública”.
Matando um leão por dia
O Portal novohamburgo.org foi atrás de histórias de trabalhadores que passam o ano inteiro fazendo mágica, “matando um leão por dia” para dar conta de honrar seus compromissos diante dos baixos salários em detrimento dos altos impostos.
Encontramos no site do jornal Extra, do Rio de Janeiro, o depoimento do mecânico Luis Alberto Cortes (foto), de 38 anos. Casado, tem dois filhos e está sempre fazendo malabarismo para administrar o salário. Em outras palavras, não sai do vermelho. “Trabalho desde os 15 anos, sempre lutando para manter as contas em dia”, reclama.
O que Luis não sabe é que a vida poderia ser bem mais azul, se os impostos cobrados em todos os produtos que compramos ou serviços que utilizamos fossem menores. Ao acordar e escovar os dentes, já se paga 34% de tributo. E assim vai, durante todo dia, até adormecer, quando, somente pelo cobertor, pagam-se 26,05% do valor em impostos.
MOBILIZAÇÃO – Paulo Uebel, diretor-executivo do Instituto Millenium, acha que o contribuinte pode ser mais atuante. “Ele pode pressionar os representantes para aprovarem o projeto de lei ‘De Olho no Imposto’, que obriga a discriminação de todos impostos nas notas fiscais. Aí, sim, seremos alertados diariamente sobre essa extorsão”, incentiva.
FOTO: reprodução / Extra
