A mudança nas temperaturas do mar já está sendo registrada no Peru e no Equador, com sinais de impactos climáticos na região ao longo dos próximos meses
O chamado El Niño Costeiro já está em ação ao longo da costa Oeste da América do Sul, com as águas superficiais do Oceano Pacífico aquecendo rapidamente perto dos litorais do Peru e do Equador, segundo análises de meteorologistas. Esse aquecimento, mais rápido do que se esperava, confirma projeções recentes feitas por especialistas da área.
No Peru, autoridades habilitaram alertas climáticos depois de observar um aumento constante na temperatura do mar ao longo do litoral desde o início de fevereiro. A Comissão encarregada de estudar o fenômeno indica que o evento deve continuar pelo menos até novembro, podendo se intensificar nos próximos meses.
Segundo a MetSul Meteorologia, dados mostram que a temperatura da água na área conhecida como Niño 1+2, que monitora o oceano próximo ao Peru e ao Equador, está acima da média, com um aquecimento significativo em relação à semana anterior. Isso reforça que o fenômeno já se estabeleceu.
O que o El Niño significa para o clima e as populações
O El Niño Costeiro não é exatamente o mesmo fenômeno global conhecido como El Niño clássico. Enquanto o El Niño tradicional se espalha por boa parte do Oceano Pacífico equatorial, alterando ventos e padrões de chuva em várias partes do mundo, o El Niño Costeiro tem efeito mais localizado, concentrado nas águas junto às costas do Peru e do Equador.
Mesmo assim, esse aquecimento perto da costa já vem sendo associado a mudanças no clima local, como chuvas mais fortes e aumento do risco de enchentes e deslizamentos em algumas áreas. Especialistas alertam que os efeitos podem persistir e se intensificar nos próximos meses conforme o fenômeno permanece ativo.
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