
Toda vez que a taxa Selic ficar abaixo de 10,5%, como uma espécie de gatilho, serão taxados 20% dos rendimentos
A partir de 2010 as cadernetas com saldo superior a R$ 50 mil serão tributadas. Até esse valor o governo manterá as garantias e a isenção atuais. Acima R$ 50 mil, serão taxados 20% dos rendimentos, uma espécie de gatilho, toda vez que a Selic ficar abaixo de 10,5%.
A medida foi anunciada há pouco pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e tem o objetivo de regular à migração de grandes investidores para a poupança, atraídos pelas condições mais rentáveis, toda vez que a taxa de juros básicos cair.
Segundo o deputado Ricardo Berzoini, após participar de reunião do Conselho Político do governo, no Centro Cultural do Banco do Brasil. “O objetivo do governo é evitar que a poupança se transforme em um instrumento de especulação para investidores oportunistas, que vão querer usufruir de algo que é voltado para a população mais pobre”, disse Berzoini.
O governo decidiu fazer mudanças na poupança porque, com a queda da taxa básica de juros, a Selic, a rentabilidade da aplicação tem se aproximado à dos fundos de renda fixa.
Como a previsão é que de os cortes na Selic continuem, a poupança tende até mesmo a ficar mais atrativa do que os fundos, o que acaba por provocar uma migração de grandes investidores para a caderneta de poupança.
O governo está preocupado porque os fundos de investimentos são as principais fontes de recursos para empréstimos dos bancos. Assim, a migração para a poupança reduziria ainda mais a oferta de crédito no país.
Hoje a remuneração da poupança é de 6% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR). Além disso, está livre da incidência de Imposto de Renda.
