Fortes oscilações mostram incertezas no mundo dos negócios. Ásia é a campeã das perdas. Europa registra menor índice em cinco anos.
As bolsas de valores pelo mundo abriram a semana de mau humor. Na Europa os principais índices operaram em baixa. Na Alemanha, com a absurda valorização da Wolkswagen de 147% em virtude do anúncio da Porsche de aumentar a sua participação na montadora alemã, o índice DAX apresentou ligeira elevação de 0,91. As outras praças, entretanto, refletiram o clima apreensivo que se instalou no mercado mundial de ações.
A semana, apesar disso, está em clima de expectativa com diversos anúncios. Na quarta-feira saem as taxas de juros nos EUA e Brasil. Enquanto que nos EUA há a clara esperança de redução, no Brasil o rumo é incerto. Analistas apostam que a SELIC deveria baixar, mas isto contraria a política do governo.
O Banco Central continua derretendo as reservas cambiais para conter a alta do dólar. O BC vendeu US$1,25 bilhão em leilão nesta segunda-feira e negociou mais US$815 milhões em swap cambial. A estratégia obteve êxito e o dólar fecha o dia a R$2,23. A apreciação do câmbio, entretanto, pode ser atribuída a performance do Dow Jones neste início de semana, que resistiu bem durante o dia com algumas notícias como o aumento das vendas de casas e o anúncio da liberação de US$250 bilhões do governo Yankee para a compra de ações de bancos. Mas isto não foi o suficiente. A Nyse fechou novamente em queda de 0,21%.
No Brasil, a Bovespa segue de mau humor. Apesar dos anúncios de lucros expressivos do setor bancário, a Bovespa operou próximo aos 3% negativos durante o dia. Petrobrás, com a queda dos preços do petróleo, e a Vale, com as notícias de redução de produção e de consumo de aço, puxaram forte para baixo o principal índice brasileiro. O fechamento negativo de Wall Street às 17 horas, contudo, derreteu São Paulo e a Bovespa fechou em mais de 6% negativos
