O presidente Lula esteve reunido agora na manhã desta quinta-feira, 11, com um grupo de 29 grandes empresários brasileiros (Odebrecht, Votorantin, Itaú, Bradesco, CSN, entre outros), para apresentar uma série de medidas para combater os efeitos da crise econômica mundial no setor industrial brasileiro, a chamada economia real.
O pacote poderá custar R$ 10 bilhões em incentivos fiscais, isenções e créditos. Além de Lula e os empresários, participaram os ministros Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Planejamento), Miguel Jorge (Desenvolvimento) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
O ministro do planejamento, Paulo Bernardo, declarou à reportagem da Folha de S. Paulo que o pacote teria como foco o emprego. O grande problema do governo ao anunciar as medidas é não ter uma idéia exata da extensão dos danos que a crise mundial causará ao país, em particular em termos de redução de arrecadação com o esfriamento da produção industrial e mesmo das exportações de commodities.
As medidas devem atingir diretamente a arrecadação de impostos, já que cria novos níveis de alíquota do Imposto de Renda Pessoa Física, redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e do Imposto sobre Produtos Industriais (IPI), este último especialmente direcionado às montadoras de automóveis. A idéia é dar caixa às empresas para evitar demissões em massa.
A proposta para o IOF é reduzir dos atuais 3% para cerca de 1,5% no crédito a pessoas físicas. A estimativa é que a medida reduza a arrecadação em aproximadamente R$ 3 bilhões. Já quanto ao IPI, nos dez primeiros meses deste ano o governo arrecadou R$ 33,4 bilhões, 14% a mais do que em 2007, o que em tese daria alguma “gordura” fiscal para o governo queimar.
