i>Feliz conjunção de fatores permitem avaliar o final de ano com boas perspectivas
Um média de 75% das empresas do setor terciário do Estado devem buscar entre 1 e 5 trabalhadores temporários, o que geraria, em média, 72 mil vagas abertas no último trimestre do ano. A informação foi possível após pesquisa realizada pela Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do RS), por meio do Ifep (Instituto Fecomércio de Pesquisa), que comprovou a expectativa de que esta época do ano é ideal para se buscar uma nova colocação no mercado de trabalho.
O Ifep entrevistou 200 empresas do comércio de bens e de serviços gaúcho, nas cidades-pólo de Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas e Santa Maria, no mês de outubro, para sondar a intenção de contratação de trabalhadores temporários. Das empresas pesquisadas, 22,5% afirmaram já terem contratado e 199 das 200 empresas disseram ter a intenção de buscar contratações. Conforme os entrevistados, a expectativa é de que sejam abertas, em média, seis vagas por empresa.
“A pesquisa confirma a percepção que já colhíamos pelo Rio Grande. O cenário de incerteza da economia mundial certamente impacta sobre todos os setores produtivos, mas temos uma feliz conjunção de fatores que nos permitem avaliar o final de ano com boas perspectivas: a injeção dos recursos do 13º salário, o aumento do nível de emprego com carteira assinada e a possibilidade de o consumidor acessar bens que não passem pela necessidade do crédito”, avaliou o presidente do Sistema Fecomércio-RS, Flávio Roberto Sabbadini.
Pela pesquisa, a partir da média de seis vagas abertas por empresa, os entrevistados foram questionados quanto à possibilidade de os temporários serem efetivados ao quadro de colaboradores fixos. Para 64,5% dos respondentes haverá esta possibilidade de efetivação, enquanto que 35,5% disseram não saber/não há previsão. Sobre o número de pessoas com chances, a média geral das cidades indicou que pelo menos três trabalhadores por empresa poderão permanecer no trabalho após o período temporário.
Exigências na contratação – A pesquisa do Ifep sinalizou que para a maioria das empresas as exigências feitas aos candidatos se referem ao grau de instrução (65,5%), seguido pela experiência profissional (46,5%), gênero (36,9%) e idade (31%). Em contrapartida, boa parte indicou, por meio de resposta múltipla, que para 2009 possui plano para qualificação desta mão-de-obra. A realização de treinamento no próprio local de trabalho foi indicada por 66% das empresas.
“As empresas conseguem agilmente responder a um momento de aumento de demanda. Os trabalhadores, especialmente os que estão entrando no mercado de trabalho, têm também a sua oportunidade de ganhar experiência em uma ocupação remunerada. Certamente, destas interações, surgem muitas contratações de caráter permanente”, conclui Sabbadini.
