Injeção de dinheiro em bancos americanos e europeus não reverte tendência de queda nas bolsas mundiais.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu nesta quarta-feira em acentuada queda, próximo aos 5%, com 37.000. A recomendação dos analistas de mercado para os investidores é para operações de venda em aplicações de índice e aluguel para negociações com ações.
O mercado continua reagindo negativamente, apesar das medidas financeiras adotadas pelos EUA e Europa para tentar dar liquidez ao mercado. Apesar da crise ter origem nos EUA, a moeda norte-americana segue valorizando forte nesta quarta-feira, cotada a R$2,36 agora pela manhã, com alta superior a 5%.
O que tem puxado as bolsas no mundo para baixo segue sendo o temor de recessão nos países centrais. O banco Wachovia (EUA), anunciou prejuízo de US$23,9 bilhões no terceiro trimestre do ano. Também a fabricante de aviões Boeing apontou queda de 38% em seus lucros neste terceiro trimestre.
As bolsas da Ásia também fecharam nesta quarta-feira no nível mais baixo desde dezembro de 2004. Tóquio recuou quase 7%. A redução dos preços das commodities teria influenciado a queda das bolsas asiáticas, anunciando a aproximação de uma forte recessão.
Brasil – Aqui, o governo federal anunciou no Diário Oficial de hoje (22/10) autorização para Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal comprarem participações em bancos privados, também com o objetivo de dar-lhes condições de manter as linhas de crédito que tem alimentado a economia nacional. O crédito hoje está em 39% do
PIB, ou R$1,14 trilhão, recorde histórico.

