Dois homens suspeitos de terem executado o médico Gilvan Fontoura com um tiro na nuca estão presos na delegacia Regional em São Leopoldo
Dois suspeitos de ter participado da execução do médico Gilvan Fontoura, com um tiro na nuca, na noite de sexta-feira, dia 18, foram presos no início da tarde do sábado, dia 19, por ações de policiais da região metropolitana sob o comando do delegado regional em São Leopoldo, João Bancolini. Os dois homens: Anderson Vidal Mathias, de 20 anos, que estava em liberdade provisória por homicídio, e Marcelo Aragão Feltes, 20, conhecido como Alemãozinho, foram presos na rua Carlito Kayser, na Vila Iguaçu, em Novo Hamburgo.
Eles foram presos em casa sob a indicação de uma testemunha e conduzidos a Delegacia de Polícia de São Leopoldo onde estão presos. Com eles a polícia encontrou pouco mais de 30 pequenas buchas de drogas, uma certa quantidade em reais e dólares e outros objetos. Policiais também já localizaram o estepe do carro da vítima.
Alias, o carro da vítima, um Jetta prata, placa IQJ-8760, segundo o policial civil de Campo Bom, André Miranda, foi encontrado por volta das 11h totalmente incendiado, na proximidade da Casa de Bombas, na Santo Afonso. O policial deu esta informação, no início da tarde, no velório do médico, onde ele deu uma passada em busca de confirmação de informações, com uma pessoa próxima da vítima, Kátia Adriane da Silva Goulart. O policial confirmou ainda que a vítima havia sido executada com um tiro na nuca.
Em entrevista a rádio ABC o delegado titular da 1ª DP de Campo Bom, Pedro Marques, informou ter ouvido uma servidora da Clínica do Rim que disse que no final da tarde de ontem o médico deve ter passado pelo hospital, depois de ir pela academia também iria ao calçadão. Ele deveria se dirigir para casa após as 20h. Ela também revelou que havia retirado em torno de mil reais e repassou ao médico. “Como o dinheiro e o celular dele não foi localizado acredita-se em latrocínio e o próximo passo será ouvir uma testemunha da Santo Afonso, que estava nas proximidades onde o veículo foi abandonado”, avalia o delegado. “Não acredito em agiotagem já que ele teria emprestado recursos só para algumas pessoas muito próximas e por camaradagem”, argumentou.
O momento da chegada dos presos na DP de São Leopoldo – Fotos de Robson Moises

