Até o mês de abril, exportações somam US$ 646,5 milhões. Calçados feitos de laminados sintéticos estarão liderando mercado
O resultado acumulado das exportações de janeiro a abril continua registrando crescimento em relação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros quatro meses deste ano, o País embarcou 67,4 milhões de pares para o exterior, com faturamento de US$ 646,5 milhões. A alta foi de 4,4% em volume físico e 3,2% em termos monetários. No mesmo período de 2007, 64,5 milhões de pares cruzaram as fronteiras do País, gerando divisas de US$ 626,2 milhões.
Do total exportado este ano, a grande maioria é de calçados sintéticos. Foram 40,1 milhões de pares, o que equivale a US$ 157,4 milhões. Em segundo lugar vêm os calçados de couro, que somam 22,2 milhões de pares do total, com faturamento de US$ 441,3 milhões. Na escala por tipo de produto (conforme a NCM), aparecem em seguida os têxteis, que comercializaram 3,6 milhões de pares no exterior, atingindo US$ 39,2 milhões. Esta categoria é seguida pelos injetados, que embarcaram um milhão de pares e faturaram US$ 4,4 milhões. Por fim, outros tipos de calçados venderam 304 mil pares, faturando US$ 4 milhões.
Mas um dado faz com que os calçadistas vejam com ressalvas esse aumento nas exportações. Isoladamente, o mês de abril apresentou queda nos números, tanto no volume embarcado quanto no faturamento. Este ano, o País comercializou 13,1 milhões de pares, com divisas de US$ 126,9 milhões. Em relação a abril de 2007, quando os embarques somaram 14,4 milhões de pares, com receita de US$ 132,6 milhões, o déficit foi de 8,8% em pares e 4,3% em termos monetários.
Couro x Sintéticos
A relação proporcional entre o volume embarcado e o faturamento em calçados de couro e sintéticos, mostra que os sintéticos ganham em volume, mas perdem em termos financeiros para os calçados de couro.
O Ceará continua liderando as exportações em 2008, tendo embarcado 25,9 milhões de pares no quadrimestre, com faturamento de US$ 114,7 milhões. O Estado nordestino é um dos principais fabricantes de calçados que utiliza sintético.
Já o Rio Grande do Sul fica em segundo lugar no ranking no que se refere ao volume embarcado (21,2 milhões de pares de janeiro a abril), porém apresenta faturamento três vezes maior do que o estado nordestino. Até agora, as fábricas gaúchas faturaram US$ 390,4 milhões com o comércio internacional, em função de o calçado de couro, predominante nas indústrias locais.

Estados Unidos são carro chefe das exportações
Os Estados Unidos continuam sendo os principais compradores do calçado made in Brazil. De janeiro a abril, abocanharam uma fatia de 20,4 milhões de pares, que gerou US$ 185,2 milhões em faturamento. Em segundo lugar aparece o Reino Unido, que comprou 4,1 milhões de pares, gerando US$ 76,1 milhões em divisas. A terceira posição neste período ficou com a Itália, que absorveu 3,4 milhões de pares, equivalentes a US$ 53,8 milhões. O restante está dividido entre outros 120 países.
Calçados chineses continuam entrando no país
A compra de calçados estrangeiros segue em crescimento. De janeiro a abril, o Brasil comprou 14,1 milhões de pares, pelos quais pagou a soma de US$ 97,9 milhões. Esses números configuram alta de 43,3% em pares e 49,8% em faturamento em relação ao mesmo período de 2007, quando o País comprou 9,8 milhões de pares a US$ 65,4 milhões.

Esses pedidos vêm predominantemente da China (que foi responsável pela entrada de 12,4 milhões de pares a US$ 72,6 milhões). Outra fatia importante, de um milhão de pares, é oriunda do Vietnã, com valor de US$ 15 milhões.
Os registros dão conta que a maior parte dos calçados importados é de sintéticos (cinco milhões de pares), seguidos de perto pelos têxteis (quatro milhões de pares). Depois vêm outros tipos de calçados (geralmente exóticos), que somam 2,7 milhões de pares, e sapatos em couro (1,5 milhões de pares). Os injetados ficam por último, com apenas 106 mil pares.
Os levantamentos publicados nesta matéria são de responsabilidade da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).
